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Trabalhadores Unicamp | Trabalhadores da Unicamp paralisam e realizam ato em frente a reitoria

Nesta quinta-feira (10) os trabalhadores da Unicamp realizaram um ato em frente a Reitoria da universidade. A pauta da mobilização era a reivindicação pela recomposição salarial, já que a categoria acumula perda de poder de compra de 20% ao longo dos últimos anos. Os trabalhadores também denunciaram as condições de trabalho da área da saúde, que vem sofrendo com o aumento de casos de Covid e a falta de funcionários.

quinta-feira 10 de fevereiro | Edição do dia

A Unicamp, apesar de estar com o menor nível de comprometimento orçamentário em anos, ainda não divulgou o reajuste que irá conceder aos trabalhadores que sofrem com o aumento da inflação e a queda do poder de compra. Mesmo assim, o reitor Tom Zé se recusa a realizar uma proposta concreta aos trabalhadores.

A questão da remuneração é apenas a gota d’água para os trabalhadores que tiveram que retornar ao trabalho desde meados de 2021l. No início deste ano, com a nova onda provocada pela variante omicron, mais de 500 trabalhadores efetivos foram afastados por estarem infectados pelo vírus no HC. A situação dos trabalhadores terceirizados da universidade é ainda pior, durante a pandemia tivemos trabalhadores demitidos e, dentre os que foram obrigados a trabalhar, muitos também se infectaram e alguns, tristemente, chegaram a morrer pela Covid. Nesse ano, a reitoria da Unicamp não apenas coloca a vida dos funcionários efetivos em risco, mas também cria uma situação de sobrecarga de trabalho, diante das licenças por contaminação.

O reitor da Unicamp, Tom Zé, anunciou essa semana o adiamento do retorno presencial da para o dia 14 de março, afirmando que está preparando um plano de reorganização para que não haja contaminações. O discurso segue a linha do governo Dória em São Paulo, que quer aparecer como responsável em relação a pandemia, se diferenciando de Bolsonaro nacionalmente. Mas a realidade é bem diferente, basta olhar a situação dos profissionais da saúde: em dois anos de pandemia, os trabalhadores do Hospital das Clínicas ainda sofrem com questões básicas como a falta de contratação de funcionários e a garantia de EPI’s adequados, como máscaras.

A juventude Faísca esteve na paralisação para levar solidariedade aos trabalhadores.

O Esquerda Diário também está lado a lado desses trabalhadores se colocando a serviço da divulgação dessa luta e das denúncias no local de trabalho.

As piores condições de trabalho e a corrosão dos salários é a realidade da classe trabalhadora no país de Bolsonaro. É parte do projeto de regime do golpe que desde o governo Temer vem impondo uma série de ataques à classe trabalhadora. A reforma trabalhista, por exemplo, aprovada no governo Temer e apoiada de
Bolsonaro a Dória, veio para precarizar as relações no setor privado e pressionar para rebaixar as condições de toda a classe trabalhadora, inclusive dos funcionários públicos. O PT de Lula, que se colocou contrário à reforma na época, hoje, em função dos seus acordos eleitorais com o Alckmin, já afirmou que irá mantê-la, aceitando os golpistas e o seu programa de ataques.

Por isso, o único caminho para a garantia de direitos é a mobilização dos trabalhadores, de forma unificada, confiando nas suas próprias forças, o Sindicato tem que estar a serviço dessa mobilização desde as bases, a começar pela articulação conjunta entre as diferentes lutas que aconteçam, unificando trabalhadores efetivos e terceirizados, estudantes e trabalhadores para lutar de forma independente da direita, dos governos e da reitoria, confiando na nossa própria força para revogar os ataques e conquistar nossos direitos.




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