Mundo Operário

GREVE UNICAMP

Trabalhadores da Unicamp aprovam greve! Total solidariedade!

Reunidos em assembléia, cerca de 200 trabalhadores da Unicamp aprovaram greve a partir do dia 22.

sexta-feira 18 de maio| Edição do dia

A principal demanda é um reajuste salarial de aproximadamente 12%, em resposta aos anos de arrocho impostos pela reitoria, por Alckmin (PSDB) e Marcio França (PSB). Mas também denunciaram as condições de trabalho precárias, em especial no HC, onde a falta de funcionários está comprometendo o atendimento de pacientes e da população de Campinas.

Além de deliberarem pela greve, decidiram por adianta-la frente a proposta de data indicada pelo Fórum das 6. Ontem aconteceu em São Paulo um ato dos trabalhadores e professores das três estaduais paulistas em frente à reunião do CRUESP (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas), onde os reitores junto ao governo do estado aprovaram a continuidade do arrocho salarial nas universidades.

Assim, o Fórum das 6 (que representa os profissionais e funcionários das estaduais), indicaram greve para ser aprovada nas categorias para o dia 28. Como no dia 29 ocorrerá um CONSU pra votar o reajuste salarial proposto pelo CRUESP (ou seja, pode ser que nem este o CONSU aprove), os funcionários entenderam a necessidade de começar a greve no dia 22. Os únicos contrários a essa proposta foram o PT e o PCdoB.

Com a ridícula proposta de 1,4% de reajuste, nem sequer a inflação cobre. A mesma realidade desde 2015, quando não davam reajuste zero. Ao mesmo tempo, esse ano o CONSU da Unicamp aprovou um reajuste de 3% somente para os professores e funcionários com salários do teto, ou seja, somente para o alto escalão da universidade. Por isso os funcionários exigem um aumento de 12%, correspondente às perdas de todos esses anos.

O Esquerda Diário se solidariza e se coloca a disposição dessa importante luta, junto com os estudantes da Faísca e as mulheres do Pão e Rosas, contra os ataques e o projeto de precarização privatista e terceirizadora das reitorias, do CONSU e do governo de Alckmin e Márcio França.




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