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Paralisação Unesp

Trabalhadores da Unesp de Marília irão paralisar dia 15/12

Diante da não garantia de pagamento do 13º salário, da precarização e sobrecarga de trabalho e da repressão política sofrida pelos funcionários de Araçatuba por terem lutado contra as Reformas Trabalhista e da Previdência, e contra a PEC 920/17, os trabalhadores da Unesp de Marília deliberaram por realizar paralisação dia 15/12. Confira abaixo a nota de esclarecimento à comunidade e à imprensa divulgada pela categoria.

quinta-feira 14 de dezembro de 2017| Edição do dia

ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE E À IMPRENSA

A Assembléia de Funcionários Técnico-Administrativos da FFC - Unesp de Marília informa que em 13/12/17 deliberou, seguindo o indicativo de seu sindicato - Sintunesp -, pela PARALISAÇÃO de suas atividades no dia 15/12/17 pelos motivos abaixo expostos:

Pela garantia do pagamento do 13º salário a todos os servidores da Unesp

O orçamento da Unesp de 2017 não previa o pagamento do 13º salário. Até o momento, o reitor garantiu esse pagamento apenas para os funcionários em regime CLT. Em Marília apenas 179 trabalhadores são CLT, enquanto 217 aposentados e 167 funcionários técnico-administrativos e docentes ainda não tem previsão nem garantia do pagamento desse benefício.

Garantia de melhores condições de trabalho para todos

Na Unesp, as contratações estão congeladas desde 2014. Mesmo quando um funcionário aposenta-se, falece ou pede demissão, sua vaga não é reposta. Em Marília a quantidade de funcionários técnico-administrativos já está abaixo da metade do número ideal considerado pela reitoria (há setores com apenas 18% dos funcionários necessários). A consequência direta disso é o adoecimento físico e mental desses trabalhadores sobrecarregados, além da queda na qualidade do atendimento à população.

Repúdio à repressão e solidariedade aos servidores de Araçatuba

No dia 10 de Novembro o Sintunesp aderiu ao chamado nacional das Centrais Sindicais com o objetivo de protestar contra a Reforma Trabalhista e a da Previdência e a PEC 920/2017 (de autoria do governador que pode retirar direitos dos trabalhadores e recursos das universidades). O diretor da FMVA - Unesp de Araçatuba - Prof. Max José de Araújo Faria Junior, mandou descontar o salário referente a esse dia dos trabalhadores que aderiram à paralisação. Solicitamos revogação dessa decisão que reprime o livre direito de expressão e manifestação de sua comunidade.

A Universidade Pública oferece ensino gratuito de graduação e pós-graduação, serviços de atendimento à comunidade às mais diversas áreas e produz conhecimento através de pesquisas de ponta para benefício de toda sociedade.
A Unesp está espalhada por todo o Estado de São Paulo em 24 cidades, Marília é uma delas. É dever de todos seus funcionários técnicos e docentes defender sua autonomia e denunciar os fortes ataques que a Unesp vem sofrendo nos últimos anos, principalmente sua crise de financiamento gerada pela expansão irresponsável sem o repasse necessário de recursos.




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