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Trabalhadores da USP iniciam campanha salarial com importante paralisação

Na quinta-feira passada, 26/04/2018, os trabalhadores da USP, UNESP e Unicamp –congregados no Fórum das Seis –, deram início às primeiras ações da campanha salarial de 2018. Na USP a paralisação e ato em frente à Reitoria contou com uma participação expressiva da vanguarda da categoria e o apoio dos estudantes.

quinta-feira 3 de maio| Edição do dia

Na primeira paralisação do ano, os trabalhadores da USP expressaram disposição de luta para exigir da Reitoria e do Conselho de Reitores (CRUESP) que abram negociação com o Fórum das Seis para a discussão do reajuste salarial e outras demandas.

Logo no início do dia a Reitoria, pela via de sua força armada dentro da Universidade – os policiais militares do projeto Koban, ligados ao 93º DP – tentaram intimidar os trabalhadores, abordando e prendendo o Diretor do Sintusp, Marcello Pablito, quando este se encontrava a caminho da Universidade para participar das ações do dia, que incluía a sua participação enquanto representante da Comissão de trabalhadores que tentariam uma audiência com a Reitoria. Imediatamente uma dezena de trabalhadores se dirigiu para a Delegacia e retiraram Pablito dessa prisão ilegal e arbitrária.

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A disposição demonstrada de parte significativa da vanguarda da categoria na paralisação e ato em frente à Reitoria precisa, agora, se ligar com a base da categoria que está insatisfeita nas unidades. É fundamental organizar as reuniões de unidade para transformar essa insatisfação passiva dos trabalhadores em mobilização ativa.

Desde 2015 já acumulamos mais de 12,5% de arrocho no nosso salário, sem falar dos vale-refeição e vale-alimentação que não são reajustados há mais de cinco anos.Junto com o ataque direto ao nosso salário, a Reitoria diminui a oferta de serviços pela Universidade, desmontando e privatizando creches, escolas, hospitais, centros de saúde e restaurantes, aumentando os postos terceirizados e diminuindo o número de funcionários, e assim, também por essa via o valor do nosso salário diante da sobrecarga de trabalho.

Além de rechaçar o arrocho, seja pela via de garantir o reajuste salarial e as perdas acumuladas, seja pelo combate à terceirização e a exigência da efetivação de todos os terceirizados sem a necessidade de concurso público, é fundamental desde já discutir os termos do próximo Acordo Coletivo que será aprovado em setembro. A Reforma Trabalhista permite que a Reitoria tente impor ataques ainda mais duros contra os direitos conquistados pelos trabalhadores da USP a partir de ameaças e chantagens, por isso é necessário estarmos desde já em alerta e mobilizados, especialmente para barrarmos a flexibilização da nossa jornada de trabalho pela via do banco de horas.

Por tudo isso, em cada reunião de unidade é fundamental fortalecermos o Sintusp, ampliando o número de associados e garantindo a nossa principal ferramenta de luta, que é o Sindicato. Para a Reitoria ter sucesso em seu projeto de desmonte da Universidade ela precisa acabar com a dinâmica de sindicalismo na Universidade, foi com esse objetivo que ela reintegrou o antigo espaço do Sindicato e é com esse objetivo que ela persegue, reprime, prende e processa os dirigentes do Sindicato. Para mantermos a dinâmica de sindicalismo e a nossa força é necessário ligarmos a campanha salarial com a campanha de sindicalização.

Combater o arrocho salarial e o desmonte da Universidade, exigindo mais verbas para a saúde e educação é parte da luta nacional contra os ataques do governo golpista e dos abusos e avanços autoritários do Judiciário, para que sejam eles que paguem por essa crise que criaram e não os trabalhadores.




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