MUNDO OPERÁRIO

Trabalhadores da USP indicam paralisação dia 15/05, dia nacional de luta pela educação

A Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação estão chamando o dia 15/05 de um dia nacional de luta pela educação. As Centrais Sindicais disseram que esse seria um “esquenta” para a realização do que está sendo chamado de Greve Geral contra a reforma da previdência, para o dia 14/06. É necessário que as Centrais Sindicais construam essa mobilização pela base e que todos os sindicatos se somem a esse dia de luta pela educação!

quarta-feira 1º de maio| Edição do dia

A educação está sendo um dos setores mais fortemente atacado pelos últimos governos, tendo seu ápice agora na gestão do ultra-direitista Jair Bolsonaro (o outro setor tem sido a saúde). Também têm sido os professores os setores da classe trabalhadora que tem efetuado os últimos combates contra as tentativas dos patrões e dos governos descarregarem os custos da crise sobre as nossas costas, tendo vencido ou desgastado o governo.

O ataque do bolsonarismo à educação envolve tanto uma ofensiva ideológica quanto econômica. Com a discussão de combate ao ensino sobre educação sexual e de gênero nas escolas (chamado de “ideologia de gênero”), foi se desenvolvendo o movimento Escola Sem Partido, que passou a abranger o combate a liberdade de cátedra do professor (acusando-os de “partidários da esquerda”) até chegar no combate ao próprio conteúdo histórico, filosófico, sociológico e até mesmo físico que é ensinado nas escolas (como as teorias do “nazismo = socialismo”; do “terraplanismo”; etc.).

Esse controle ideológico reacionário avança paralelamente com os ataques ao financiamento público à educação (como os cortes de 30% do repasse do MEC para as Universidades e a CPI das Universidades Públicas do Estado de São Paulo), o ataque às condições de trabalho e aposentadoria dos professores (SAMPAPREV em SP) e o negligenciamento do Estado sobre a formação do estudante, que leva a tragédias como a de Suzano. E as duas coisas se combinam e vão ganhando a opinião pública.

Como parte de um verdadeiro plano de lutas pela greve geral, é fundamental que todas as categorias de trabalhadores se somem a essa data com atos e paralisações em defesa da educação, contra o corte de verbas para o ensino público e o aumento do ensino privado, contra a intervenção do governo nas Universidades e gestões escolares, contra o patrulhamento ideológico e o obscurantismo sobre o ensino e a pesquisa, e pela valorização e contratação de professores e demais trabalhadores da educação.

Mas, em primeiro lugar, que todas as categorias relacionadas a educação no nosso país sejam exemplo. O SIndicato dos Trabalhadores da USP, aprovou na reunião do Conselho Diretor de Base do SINTUSP de hoje, 30/04, o indicativo e a construção de uma paralisação dia 15/05 em defesa da educação pública e à serviço da população, contra a CPI do fim da autonomia universitária, pela campanha salarial e em defesa da realização do Congresso dos Trabalhadores da USP, impedido pelo Reitor da USP, Prof. Dr. Vahan, Agopyian. A intenção é apresentar e propor a aprovação desse indicativo no Fòrum das Seis, para que seja uma ação unificada das universidades estaduais paulistas e centro “Paula Souza”

Como parte do plano de lutas dos trabalhadores da USP, foi aprovado um chamado às entidades estudantis, ao DCE e à ADUSP, às entidades sindicais da região e aos movimentos sociais e populares para a realização do Comitê da Zona Oeste que articulou a organização da paralisação nacional de 28 de abril de 2017, para uma reunião dia 07/05 (terça-feira) às 18h00 no SINTUSP para prepararmos o dia 15/05 e a construção da paralisação nacional de 14/06.

Amanhã, no dia 01 de maio, os trabalhadores da USP estarão compondo o ato unificado das Centrais Sindicais no Vale do Anhangabaú junto do bloco da CSP-Conlutas e com o bloco dos Metroviários de São Paulo, exigindo às maiores Centrais, a construção de uma Greve Geral para barrar a reforma da previdência e revogar a reforma trabalhista, a terceirização irrestrita e a PEC do teto de gastos, além de rechaçar as propostas de reforma da previdência “alternativas” da Força Sindical e UGT e denunciar as tentativas da CUT e a CTB de negociar nossos direitos com Rodrigo Maia (DEM). Foi aprovada também uma moção de repúdio à possibilidade de ida do Prefeito de São Paulo, Bruno Covas ao ato, responsável pela aprovação do SAMPAPREV contra os professores e apoiador da reforma da previdência de Bolsonaro.

Por fim, após manifestar novamente solidariedade luta dos metroviários, os trabalhadores da USP aprovaram a confecção de uso de um colete vermelho como o dos metroviários dizendo “Não à reforma da previdência! Nenhum direito a menos! Por uma Universidade à serviço da população! Contratação já!”, como parte da campanha salarial dos trabalhadores da USP. E fazemos um chamado pra todas as entidades estudantis e trabalhadores da educação, mas também para todos os sindicatos e movimentos populares e sociais, para realizarmos um forte Dia Nacional de Luta em defesa da Educação, que sirva como faísca para que os trabalhadores incendeiem o país dia 15/06 e derrotem a reforma da previdência e todos os ataques e façamos com que sejam os capitalistas que paguem pela crise!




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