Educação

GREVE TRABALHADORES USP

Trabalhadores da USP: exigimos o pagamento dos dias da greve de 2016

No próximo dia 21, a reitoria da USP chamou um dia de negociação com os trabalhadores da universidade, anunciando a possibilidade de também negociar o pagamento dos dias descontados da greve de 2016 e dos dias parados nessa greve. Por isso é fundamental a presença de cada trabalhador nesse ato, seguindo o chamando do comando de greve e da assembleia, para que nesse dia arranquemos nossas reivindicações e principalmente a possamos defender o direito de greve.

Marcello Pablito

dirigente do MRT e fundador do Quilombo Vermelho

terça-feira 19 de junho| Edição do dia

Foto: Claudio Tognolli

Depois de mais de 2 anos que a reitoria descontou de maneira completamente arbitrária e ilegal o pagamento de 68 dias de trabalho de centenas de trabalhadores que lutavam em defesa da educação e da universidade, violando o direito de greve, em meio a greve dos trabalhadores da USP desse ano, a reitoria anunciou a possiblidade de negociação do pagamento dos dias da greve atual e a reposição do salário das greves de 2016.

O desconto dos dias parados é um ataque explícito ao direito de greve como meio da reitoria, do governo e dos patrões de tentar minimizar e impedir a resistência e organização dos trabalhadores, tanto contra os ajustes que o governo federal vem fazendo, mas também na universidade. A reitoria e o governo de Alckmin e França tem implementado seu plano de desmonte com avanço da terceirização e precarização do trabalho, ameaçando desvincular o hospital, arrocho salarial, ataques à permanência dos estudantes, de modo que a greve é um instrumento legítimo e necessário para impedir que isso aconteça.

Enquanto a reitoria aprova a elevação do teto salarial, ela vem impondo para esses trabalhadores, parte dos que recebem os menores salários, que eles vivam sob privações, aumentando o endividamento e rebaixando as suas condições de vida e de suas famílias, descontando a única fonte de sobrevivência dos trabalhadores no capitalismo que é o seu próprio salário.

Por isso é muito importante que a assembleia dos trabalhadores da USP, do comando de greve, tenham votado que essa é a defesa do direito de greve é a principal demanda da nossa mobilização hoje. Para além das conquistas imediatas nas pautas econômicas, o saldo principal da greve é como os trabalhadores saem para continuar as batalhas da nossa classe contra reitoria, governo e ataques dos patrões. Essa decisão aponta justamente para que os setores mais mobilizados defendam a vanguarda e os outros setores que foram mais atacados nas greves anteriores, buscando reconstruir a unidade necessária dos trabalhadores para poder seguir a nossa mobilização

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