Mundo Operário

PARALISAÇÃO DE TRABALHADORES USP

Trabalhadores da USP aprovam paralisação contra o arrocho salarial e ataques da reitoria

Foi aprovada em assembléia geral de funcionários da USP paralisação para o dia 17 de maio, dia de negociação entre funcionários, professores e estudantes das universidades estaduais (USP Unesp e Unicamp) com CURUESP (Conselho dos reitores das universidades estaduais de São Paulo). Contra o arrocho salarial, contra os ataques da reitoria e dos governos.

Patrícia Galvão

Trabalhadora da USP e integrante da Secretaria de Mulheres do SINTUSP

quinta-feira 10 de maio| Edição do dia

Ontem ocorreu a assembleia geral dos funcionários da USP. A pauta discutida e aprovada é o chamado de paralisação para o dia 17 de maio, dia de negociação entre as reitorias (CRUESP) e o Fórum das Seis, que reúne as entidades representantes das 3 categorias das 3 universidades estaduais paulistas (USP, Unesp e Unicamp).

Desde 2015 já acumulamos mais de 12,5% de arrocho no nosso salário, além dos vale-refeição e vale-alimentação não serem reajustados há mais de cinco anos. O ataque ao nosso salário, vem seguido pela diminuição da oferta de serviços pela Universidade, desmontando e privatizando creches, escolas, hospitais, centros de saúde e bandejões, aumentando a terceirização e diminuindo o número de funcionários, e assim, também por essa via o valor do nosso salário diante da sobrecarga de trabalho.

A luta contra o arrocho salarial deve ser acompanhada pela contra o desmonte da universidade. Por isso, é fundamental também a luta contra a terceirização e a exigência da efetivação de todos os terceirizados sem a necessidade de concurso público, assim como a defesa do Hospital Universitário e a luta pela reabertura das creches, unindo a luta contra o desmonte da universidade à luta por mais verbas e que elas sejam controladas por estudantes e trabalhadores.

Além disso, é a hora também de aprofundar as discussões sobre o acordo coletivo, prorrogado até setembro, para barrarmos o banco de horas e os ataques que a reitoria pode implementar com a aprovação da reforma trabalhista.

Precisamos também fortalecer nosso sindicato, nosso instrumento de luta contra os ataques dos patrões. Para isso é importantíssimo aumentar o número de filiados e participar da campanha financeira de arrecadação de fundos para a campanha salarial de 2018.

Para contribuir com a campanha financeira, basta acessar o link https://www.vakinha.com.br/vaquinha/campanha-salarial-2018-sintusp.

É fundamental organizar reuniões em todas as unidades da USP, buscando construir uma forte mobilização, fortalecendo nosso sindicato, para barrar todos os ataques da reitoria e dos governos. No dia 16 de maio, quarta-feira, haverá a primeira reunião do comando de mobilização, para organizar a paralisação. No dia 17 de maio vamos realizar um ato em frente a sede do CRUESP, junto aos estudantes e trabalhadores das três universidades estaduais.

Uma forte luta unificada pode derrotar as reitorias e o governador Márcio França (PSB)!

Veja também: Trabalhadores da USP iniciam campanha salarial com importante paralisação

JPEG - 129.7 KB
JPEG - 107.6 KB



Tópicos relacionados

Hospital Univeristário da USP   /    SINTUSP   /    Luta contra ajustes na USP   /    USP   /    Mundo Operário

Comentários

Comentar