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Trabalhadores da USP aprovam paralisação após Reitoria oferecer 0% de reajuste

quinta-feira 1º de junho| Edição do dia

Em reunião do Conselho Universitário (CO) da USP nesta terça-feira, 30, aprovou congelamento dos salários dos servidores desta instituição por 1 ano, e assembléia geral dos trabalhadores ocorrida hoje, 31, aprovou paralisação no dia 05/06, segunda-feira, de acordo com indicado do Fórum das Seis, entidade representante de trabalhadores, estudantes e professores da USP, UNESP e UNICAMP.

Seguindo a mesma posição que teve os conselhos dos reitores das três Universidades do Estado de São Paulo (USP, UNESP e UNICAMP) o conselho da USP aprovou 0% de reajuste salarial para os trabalhadores esse ano, pois a reitoria segue alegando crise orçamentária da universidade para deferir este ataque contra os trabalhadores.

Segundo representante dos trabalhadores no Conselho Universitário, Bruno Gilga “Essa medida é votada por membros do Conselho Universitário que recebem R$ 25.000,00 - R$ 30.000,00 de salário e dizem que a salvação da universidade é congelar o salário dos trabalhadores. Ou seja, querem jogar nas nossas costas as conseqüências da crise enquanto vivem de privilégios e não falam nada sobre a falta de financiamento público das universidades estaduais paulistas e da educação por parte do governador Geraldo Alckmin que sequer repassa para as universidades as verbas garantidas por lei.”

Veja abaixo a intervenção de Bruno Gilga, representante dos trabalhadores, no CO:

Já estava marcada o dia seguinte, 31, uma assembléia geral dos trabalhadores para discutir sobre o indicativo de paralisação no dia 5 de junho, quando está marcada nova reunião de negociação entre o CRUESP e o Fórum das Seis, entidade representativa das três categorias das três universidades paulistas. O indicativo de paralisação foi apontado pelo Fórum das Seis na semana retrasada quando o CRUESP (Conselho de reitores das Universidades Estaduais de São Paulo) indicou pela primeira vez a proposta de 0% de reajuste.

Segundo Marcelo Pablito,Diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP) “Não vamos aceitar mais esse ataque da reitoria. Por isso os trabalhadores decidiram hoje em assembléia, por amplíssima maioria, aderir ao indicativo de paralisação para realizarmos um ato no dia 05/06, unificado com trabalhadores, estudantes e professores das três universidades estaduais paulistas em frente ao local onde será a próxima reunião de negociação da campanha salarial, que acontecerá às 10h da manhã da sede do CRUESP na Rua Itapeva em São Paulo. Chamamos todos a participar dessa manifestação. Essa luta é parte da luta do conjunto da classe trabalhadora do país para evitar que joguem as crises nas nossas costas. Já que o que os reitores estão fazendo vai no mesmo sentido que o que Temer e o congresso estão buscando fazer com os trabalhadores de todo o país, e Alckmin e os governos estaduais atuam da mesma forma através de arrocho salarial, das reforma trabalhista, reforma da previdência”.




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