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UNESP BOTUCATU

Trabalhadores da UNESP mantêm greve e lutam pelo 13º

segunda-feira 28 de janeiro| Edição do dia

Funcionários da Unesp e a coordenadora do Sintunesp em Botucatu estiveram na Câmara para mais uma reunião com vereadores sobre a situação do não pagamento do 13º. São cerca de 13 mil trabalhadores que desde dezembro do ano passado estão sem o pagamento. Absurdo que se repete pelo segundo ano consecutivo, escancarando ainda mais a crise das universidades públicas e deixando às claras, mais uma vez, o quanto a reitoria aliada ao governo tucano tentam à todo custo, abrir caminho para as privatizações.

“A votação do colegiado máximo da instituição foi pelo pagamento em duas vezes, fevereiro e maio. Mas a Reitoria está tratando essa decisão como uma ‘indicação’ para ser discutida numa próxima reunião do Conselho Universitário”, informou Rosana Bicudo Silva, do Sintunesp.

Portanto, ainda que com o encaminhamento de pagamento em duas vezes, os trabalhadores não confiam na decisão do Conselho. E não é para menos, já que foi divulgado um comunicado logo após o encontro informando que o pagamento só será feito se houver recursos.

Há uma ação desde o ano passado, movida pelo Sindicato dos Servidores da Unesp, e o processo aguarda o retorno das atividades do judiciário. Os servidores da universidade continuarão em greve em todo Estado, inclusive contando com adesão de mais campi à paralisação.

A luta em defesa das universidades é cada vez mais urgente. Os trabalhadores, que junto aos setores mais precários são diretamente afetados pelo sucateamento do ensino público, estão mostrando uma grande disposição de luta que deve ter total apoio. É necessário que estudantes e professores estejam lado a lado para massificar a mobilização e conquistar essa demanda mínima dos funcionários.




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