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Trabalhadores da Renault decretam estado de greve após confirmação de 747 demissões

Nesta terça-feira (22) foi confirmada pela Renault a demissão de 747 trabalhadores da fábrica de São José do Pinhais, no Paraná, assim como a suspensão do terceiro turno de trabalho na empresa. Como resposta a decisão da patronal, os trabalhadores decretaram estado greve, após assembleia realizada ontem a noite nos portões da planta da montadora.

quarta-feira 22 de julho| Edição do dia

A Renault justifica a redução de funcionários, como forma de minimizar os impactos em seus lucro milionários causados pela crise sanitária, assim como para viabilizar seus lucros futuros, tudo isso em detrimento de deixar mais de 700 famílias na rua. Essa medida criminosa da montadora francesa se agrava no cenário de pandemia, que no Brasil já fez mais 80 mil mortes e mais de 2 milhões de infectados, onde milhões de trabalhadores amargam no desemprego sem poder sustentar suas famílias.

Na mesma toada dos ataques de Bolsonaro e Guedes, que rifam as vidas dos trabalhadores ao passo que garante os lucros dos grandes empresários - com suas MPs, enquanto dá ajudas milionárias às patronais -, a Renault, que já tinha anunciado ao Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba a abertura de Programa de Demissão Voluntária (PDV) para 800 pessoas e redução da jornada de trabalho em 25% com enorme redução de salário em plena pandemia, que foi recusado pelos trabalhadores,
e agora tenta impor esse número gigante de demissões.

É necessário utilizar os métodos da classe trabalhadora para enfrentar a patronal, exigindo dos sindicatos a organização das assembleias para que todos os trabalhadores possam decidir como irão se organizar para defender seus empregos, assim como exigir a abertura das contas da Renault para saber quais são os impactos em seus lucro enquanto os seus funcionários perdem o seu sustento.




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