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PETROLEIROS | Trabalhadores da Petrobras Biocombustíveis entrarão em greve na quinta-feira

Em movimento nacional articulando as fábricas em Minas Gerias, Bahia e a sede no Rio de Janeiro os trabalhadores da subsidiária da Petrobras colocada à venda cruzarão os braços a partir desta quinta-feira.

terça-feira 18 de maio | Edição do dia

A greve nacional da subsidiária da Petrobras paralisará as unidades de Montes Claros, MG, Candeias, BA e a sede no Rio de Janeiro. Sua greve protesta se enfrenta com a privatização da empresa e em defesa de seus empregos, lutando pela incorporação da empresa e dos funcionários na holding. A privatização da Petrobras Biocombustíveis (PBIO) além de entregar patrimônio público do lucrativo negócio de biocombustíveis coloca centenas de empregos em risco.

Os trabalhadores da PBIO foram postos à venda junto da empresa. Tal como se fossem uma válvula, um tanque, receberam um tag e estão precificados junto dos ativos, como denunciado nesta matéria publicada a dois meses. Trata-se de um processo revoltante e a luta dos petroleiros da PBIO deve ser apoiada pelos petroleiros e trabalhadores de outras categorias de todo o país.

A PBIO é uma das dezenas de empresas que Bolsonaro anunciou que seria colocada à venda em meio às criminosas discussões de “passar a boiada” que seu governo fez em maio-junho de 2020, como denunciando naquele momento.

As privatizações na Petrobras acontecem com aval dos militares que presidem a empresa e seu Conselho de Administração (mesmo antes da demissão de Castello Branco) e estão a serviço de gerar caixa e lucro para os acionistas privados da empresa, em sua maioria imperialistas já que 43% das ações já são vendidas ou em Wall Street ou na Bolsa de Madri.

As privatizações também tem acontecido envoltas em segredo, sem sequer licitações e pregões públicos, em um processo funcional a garantir preços aviltantes que só interessam aos compradores. Tudo isso ocorre por decisão do STF que autorizou a Petrobras e outras estatais a venderem subsidiárias sem votação no Congresso, sem licitação, sem publicidade. A decisão avalizou a criação de subsidiárias fakes para vender parte de seus ativos – como a Petrobras fez criando uma subsidiária para alienar todos os ativos da Bahia – e no caso da PBIO está sendo interpretada para vender não somente os ativos, mas também as pessoas junto dos equipamentos.

Os petroleiros tem mostrado disposição de luta em diversas greves que tem acontecido em refinarias, plataformas e terminais. Essas lutas contra a privatização, em defesa de empregos e por medidas sanitárias urgentes tem acontecido de forma fragmentada, isolada por decisão da principal direção sindical da categoria, a FUP. A greve dos trabalhadores da PBIO unindo 3 sindicatos em 2 federações diferentes precisa ser apoiada não somente para garantir os empregos de centenas de petroleiros próprios e terceirizados, para lutar contra essa privatização, e porque a vitória dos trabalhadores da PBIO fortaleceria os petroleiros em todas unidades de norte a sul do país.

A luta unificada da PBIO pode ser um pontapé inicial para batalhar em cada assembleia local para unir nacionalmente toda a categoria em torno de uma pauta que toca todas as unidades e exige coordenação de toda a categoria em uma perspectiva que confie na luta da classe trabalhadora e não nas instituições do judiciário e governo contra as privatizações, como criticado nessa matéria -> http://www.esquerdadiario.com.br/TCU-confirma-privatizacao-da-RLAM-FUP-nao-orienta-luta-mas-pede-um-impossivel-socorro-de-Guedes].

💬 O Esquerda Diário apoia a luta dos petroleiros da PBIO em defesa de seus empregos e contra a privatização e convida os petroleiros efetivos e terceirizados de diferentes subsidiárias, da holding e diferentes unidades em luta a enviarem relatos de suas greves, paralisações, manifestações, envie seu relato para +55 11 97750-9596




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