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Trabalhadores da FFLCH paralisam contra perseguições políticas

Os trabalhadores da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas FFLCH decidiram paralisar suas atividades no dia 18 de julho contra a perseguição política que os funcionários do serviço de audiovisual e informática (FFLCH) da USP estão sofrendo.

terça-feira 17 de julho| Edição do dia

Os trabalhadores, no mundo inteiro, se mobilizam através de seus métodos, a greve é um deles, para arrancar suas demandas. Sempre foi assim ao longo da História. Mesmo em uma universidade como a USP isso não é diferente. Para defender uma universidade a serviço dos trabalhadores e da população, para lutar contra o arrocho, contra os ataques das reitorias e dos governos os trabalhadores da USP sempre se mobilizaram. Assim como também se mobilizam estudantes e professores.

Os trabalhadores da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, a FFLCH, sempre foram um bastião da luta dos trabalhadores da USP. Na última greve, iniciada em 8 de junho estiveram na linha de frente. Essa greve se encerrou no dia 22 de junho. Logo em seguida a direção da faculdade, numa ação totalmente autoritária, iniciou um processo de perseguição política aos lutadores, tendo como foco principal o serviço técnico de audiovisual e informática (a STI). Dois funcionários foram ameaçados de transferências e outro afastado do seu cargo de chefia imediata. Os funcionários do setor reagiram em defesa dos seus companheiros.

Os trabalhadores, fortemente mobilizados, denunciaram a perseguição política motivada pela participação na greve dos funcionários da USP e oficializaram uma denúncia de assédio moral praticado pelo assistente de direção para assuntos de informática contra os trabalhadores do setor (seus subordinados).

Os funcionários da STI votaram paralisar as atividades a partir do dia 12 de julho até que suas demandas sejam atendidas. Querem o retorno do chefe imediato e a saída do assistente de direção que cometeu os assédios. A direção da faculdade, chefiada pela Profa. Maria Arminda do Nascimento Arruda, pelo Prof. Paulo Martins (vice) e pelo Prof. Ruy Braga (que representou a direção da faculdade em quase todas as tratativas com funcionários, inclusive durante e após a greve) se nega a negociar, numa atitude autoritária.

Em reunião com a representação dos trabalhadores, no dia 11 de julho, a diretora da faculdade chegou a dizer abertamente que a ameaça de transferência contra um dos funcionários decorria de queixas de professores por ele ter participado de atividades de greve. E que não poderia manter a designação do chefe imediato por haver um conflito com seu superior (o assistente de direção contra quem a ampla maioria das dezenas de funcionários do setor assina uma denúncia por assédio e perseguição política), independentemente da origem desse conflito, mesmo supondo-se que fosse em função de greve. Depois disso, e do início da paralisação do trabalhadores da informática no dia 12, a diretora não respondeu nenhum dos vários ofícios enviados e protocolados pelo sindicato (SINTUSP), que reiteram o pedido de diálogo e abertura de negociações, e a direção só tem expressado sua posição através de comunicados públicos, por e-mail e vídeo, nos quais diz que não tem nada a tratar em relação as reivindicações do setor, e que não fará nenhuma negociação.

Assim, os trabalhadores de toda a FFLCH, em apoio aos seus companheiros da STI, votaram paralisar as atividades e realizar um ato às 9h da manhã no prédio da administração da faculdade (Rua do Lago, 717) amanhã, dia 18 de julho, exigindo a abertura de negociações.

Não podemos tolerar perseguições políticas contra o direito de greve dos trabalhadores. Todos ao ato amanhã!

Veja aqui a carta aberta elaborada pelos funcionários da STI e pelo Sintusp (sindicato dos trabalhadores da USP) denunciando a perseguição política: Trabalhadores da FFLCH-USP paralisam contra perseguições políticas e assédio moral




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