Mundo Operário

OPRESSÃO NO TRABALHO

Trabalhadora dos Correios se depara com recado machista em campainha

Uma trabalhadora da cidade de Campinas, ao realizar entregas de correspondências, foi recebida por uma piada machista e relatou ao Esquerda Diário sua indignação.

quarta-feira 22 de junho de 2016| Edição do dia

Na quinta-feira passada, o Esquerda Diário recebeu uma denúncia de uma trabalhadora dos Correios de Campinas que se deparou com um recado machista (ver foto na matéria) na campainha de uma casa. O Esquerda Diário se prontificou em publicar sua denúncia.

Nos últimos meses, temos acompanhado um verdadeiro levante de mulheres no Brasil, que se colocam contra a cultura do estupro e todas as formas de opressão, mostrando que a opressão de gênero simplesmente não será mais naturalizada, ao contrário, será fortemente combatida.

Sabemos que a luta não é fácil, pois são séculos de opressão, que combinados com a exploração capitalista, engendraram uma cultura onde a mulher é mais explorada, e é frequentemente retratada como inferior, como objeto e não como sujeito. Ainda que mesmo dentro do próprio sistema capitalista tenha havido certos avanços, como o direito ao voto e mesmo a possibilidade de algumas mulheres da classe dominante exercerem cargos de poder, e leis como a Maria da Penha, o machismo permanece presente não apenas nos atos de violência contra a mulher, estupros, e abusos. Mas também em pequenas coisas que são tidas como “naturais”, ou tratadas como “piadas”.

O caso relatado pela trabalhadora (cujo nome será omitido para preservá-la) que exerce a função de carteiro, é justamente de uma suposta piada, mas que ofende e serve para perpetuar essa cultura, que objetifica a mulher e alimenta a cultura do estupro. “Estamos todos os dias em baixo de sol e chuva trabalhando e de repente acontece algo que você não pode ficar sem fazer nada, então quero ajudar de qualquer forma para que eu em nome de tantas não sentisse tão inútil diante desse fato”, reflete.

O Esquerda Diário está aberto e a disposição para toda trabalhadora ou trabalhador que queira expressar sua indignação com uma situação de opressão ou exploração, pois achamos que se indignar e não naturalizar os fatos cotidianos é o primeiro passo para combatê-los.




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