Mundo Operário

COVID-19 MATA MAIS UM TRABALHADOR

Trabalhador terceirizado do TABG da Petrobrás morre com suspeita de COVID-19 e não é testado

quinta-feira 30 de abril| Edição do dia

Após ter sido afastado no dia 23/04 por 3 dias pois estava com febre, o trabalhador terceirizado de 53 anos voltou ao trabalho normalmente no domingo, e na madrugada do dia de ontem (29/4) veio a óbito hospital que foi levado pela família. Mesmo com sintomas de Covid-19 anteriormente o trabalhador terceirizado não foi testado pela empresa terceirizada e pela Petrobrás e voltou ao trabalho.

Ele que era copeiro da cozinha de Ilha Redonda trabalhava há 2 anos contratado pela empresa Horto Central de Marataízes (HCM) no Terminal Aquaviário da Baía de Guanabara (TABG) da Transpetro e teve contato com pelo menos 8 trabalhadores da cozinha e com os trabalhadores do operacional. Até o momento o que foi determinado a quarentena de todos os 8 trabalhadores da cozinha e solicitado a realização de testes neles. Mas é preciso que o restante dos trabalhadores próprios e terceirizados da Ilha também sejam testados, inclusive o último grupo de trabalhadores que trabalhou com ele na Ilha está voltando da folga, não foi testado.

A Agência Nacional de Petróleo (ANP) registrou até 28 de abril, 625 casos confirmados de Covid-19 nas empresas que executam atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural no Brasil. O total de suspeitos nessas empresas somam 1.445. Isso mostra como a Petrobrás negligencia a segurança de seus trabalhadores.

É um absurdo que a Petrobrás não teste os funcionários próprios e suas famílias, e os funcionários terceirizados como o trabalhador que lamentavelmente veio a falecer hoje. Vários trabalhadores podem estar contaminados sem saber, o que mostra o descaso da empresa com a vida de seus funcionários que mesmo trabalhando nesse momento de pandemia são ameaçados com demissões, cortes de salários e retirada de direitos pois querem descarregar a crise nas costas dos trabalhadores pra manter o lucros dos capitalistas.

É fundamental que sejam organizados comitês de defesa e saneamento com membros eleitos democraticamente por unidades para decidirem o funcionamento em cada unidade e liberar todos e todas trabalhadoras que fazem parte dos grupos de risco. E que o Sindpetro-RJ faça uma campanha ativa pública por testes massivos pra todos os trabalhadores próprios e terceirizados, com cartazes, vídeos, e chamado à todos os sindicatos da FUP e FNP para que nenhum trabalhador mais morra ou seja contaminado.

Esse comitê também deve servir para que se avance no debate e organização na base para lutar contra as demissões, pela reestatização das unidades que já foram vendidas, por uma Petrobrás 100% estatal e que se possa reconverter e controlar a produção para atender a população e o povo trabalhador para enfrentar a crise sanitária e garantir os empregos.




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