Economia

SALÁRIO E INFLAÇÃO

Trabalhador tem perda real de salário, inflação em alta e demissões

A partir do levantamento do projeto Salariômetro, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o reajuste salarial mediano permaneceu abaixo da inflação que alcança 11,3%.

quarta-feira 24 de fevereiro de 2016| Edição do dia

Foto: iStock, by Getty Images

Com um reajuste médio de 10% do salário, a realidade dos brasileiros está mais difícil. Uma desvalorização real de 1,3% atinge o salário dos trabalhadores. Parece pouco, mas acompanhando a queda salarial, que vem desde de 2014 e os ajustes econômicos, com planos como o PPE nas fábricas e desemprego em massa, a realidade é pior para os trabalhadores e juventude. A previsão para o ano de 2016 é que o desemprego na juventude, bata alguns records e chegue ao patamar dos 20%. [já que na Grécia chegou a 28%].

Nos 12 meses encerrados em janeiro, os trabalhadores do setor de petróleo foram os que mais sofreram com o arrocho salarial, chegando a 3,9%. Fato que se associa a crise política e econômica que está envolvida a Petrobras, afetando diretamente a vida de milhares de trabalhadores do setor.

O grande número de demissões faz crescer o setor informal e para esses trabalhadores a situação é pior, pois não tem os mínimos direitos garantidos pela CLT, que muitas vezes já são descumpridos pelos patrões, e não conseguem se mobilizar por não terem direito à sindicalização e organização nos seus locais de trabalho.

A perspectiva nos próximos meses, é que a situação piore tanto com o aumento da inflação, puxada pelo aumento dos principais produtos básicos, mas também com os ajustes na previdência, saúde e educação previstos para março desse ano.




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