Política

MULHERES CONTRA BOLSONARO

Torcedoras do Corinthians dão exemplo e marcam sua presença no ato do próximo dia 29 contra Bolsonaro

As torcedoras do Corinthians também estão dando seu peso para o ato "Mulheres contra Bolsonaro", e estão fazendo uma convocatória para todas as torcedoras no facebook, reivindicando a história operária do clube e de sua torcida.

sexta-feira 21 de setembro| Edição do dia

Torcedoras do Corinthians dão exemplo e marcam sua presença no ato do próximo dia 29 contra Bolsonaro

As torcedoras Corinthianas estão se somando à força das mulheres que vai às ruas no próximo dia 29 de setembro contra o candidato a presidente da extrema-direita, Jair Bolsonaro, e chamaram uma convocação à todas as torcedoras, com um evento no face “Corinthian@s contra o coiso”, criado pela página "Coringão Antifa", fortalecendo a convocatória para o ato no Largo da Batata.

Na descrição do evento, remarcam com muito peso a história operária e de luta pelos trabalhadores que tem o time do Corinthians, fundado em 1910 por operários do Bom Retiro, e um dos primeiros clubes do Brasil a aceitar jogadores negros.

O evento segue a tônica da Gaviões da Fiel, que nessa semana gerou certa polêmica entre os torcedores ao declarar em nota que “Gavião não vota em Bolsonaro”, também reivindicando o histórico operário do clube e da torcida, e as diversas lutas por demandas democráticas travadas pela Gaviões da Fiel, principal torcida organizada do Corinthians.

Depois de demonstrações bizarras pró-Bolsonaro de outras torcidas, como foi por parte de torcedores do Atlético/MG, no último fim de semana, agora também desde as arquibancadas, as mulheres vem demonstrando sua insatisfação com o cenário político, e com a figura ultra reacionária de Jair Bolsonaro, racista, xenófobo, defensor da desigualdade salarial entre homens e mulheres, e agora fortalecem o chamado à manifestação do próximo dia 29.

Para conseguir derrotar a extrema direita é fundamental avançarmos na construção de uma alternativa anti-capitalista e revolucionária que supere o petismo pela esquerda e que organize os trabalhadores e a juventude para além das eleições burguesas. Qualquer governo que assumir a presidência será forçado a aplicar os ajustes econômicos que os capitalistas exigem para continuarem lucrando. O PT de Haddad, assim como o PDT de Ciro Gomes, já demonstraram seu papel de conciliação e aliança com setores golpistas e reacionários da política brasileira em nome da "governabilidade" do estado burguês. Devemos denunciar e combater a extrema direita nas eleições, mas não será caindo numa política eleitoral do "mal menor" que a classe trabalhadora poderá resistir ao imperialismo e aos ataques dos capitalistas, pois nenhuma candidatura que se apresenta, pode dar uma saída anticapitalista diante da profunda crise orgânica no país.

Veja aqui o evento criado no Facebook pelas torcedoras do Corinthians para o ato, e aqui o evento geral da manifestação do dia 29 de setembro.




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