Política

Toffoli assume como novo presidente do STF, pilar do golpe institucional

quinta-feira 13 de setembro| Edição do dia

Responsável por definir a pauta de julgamentos do tribunal, José Luis Dias Toffoli, toma posse nesta quinta-feira (13) como presidente do Supremo Tribunal Federal. A solenidade marcada com a presença de Temer, Rodrigo Maia, Eunício Oliveira e Raquel Dodge.

Toffoli assume como sucessor de Cármen Lúcia no posto mais alto do Poder Judiciário, pilar do golpe institucional, que está cada vez mais entrando como fator político na conjuntura, e poderá inclusive mediar demandas de juízes e servidores junto ao Congresso e Executivo. Como vimos no recente aumento salarial, direitos ao auxílio-moradia e os super privilégios que tem os políticos.

Segundo o ministro Luis Fux a gestão de Toffoli à frente do tribunal deverá ser marcada pelo diálogo e pelo apaziguamento institucional. Segundo Fux “Sempre que possível vamos evitar conflitos institucionais”. Segundo Gilmar Mendes, se destaca pela capacidade de bom gestor.

Como “bom gestor”, Toffoli substituirá Cármen Lúcia a frente do autoritarismo judiciário - auxiliado pelas forças armadas - que impede o direito do povo decidir em quem votar, vetando arbitrariamente a candidatura de Lula, e atacando fortemente os últimos vestígios de soberania popular dessa democracia burguesa degradada.

Contudo, o próprio PT, ao invés de se enfrentar com o autoritarismo judiciário e seus privilégios, incorporou aos seus anos de governo o autoritarismo de toga com seus altos salários e privilégios intocáveis.

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Agora, assumindo o posto mais alto do poder judiciário, Toffoli, substituindo Cármen Lúcia, será o “bom gestor” da continuidade do golpe, junto a Moro e a Lava Jato, a peça do tabuleiro responsável pela manipulação dessa eleição e de todo o autoritarismo que, cada vez mais auxiliado pelas forças armadas, vem mais à luz contra o conjunto da classe trabalhadora nessas eleições manipuladas.




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