Educação

RIO GRANDE DO SUL

Todos na Vigília do dia 08/09 na frente da EEEF Rio Grande do Sul contra Leite e o fechamento de escolas

A Escola Estadual Estado do Rio Grande do Sul no Centro Histórico de Porto Alegre foi ocupada pela comunidade dia 4 de setembro. A ocupação ocorreu depois de uma medida autoritária de Eduardo Leite (PSDB) e Faisal Karam (Sec de Educação) que tentaram "passar a boiada" fechando a escola arbitrariamente sem o conhecimento da comunidade e do conselho escolar.

terça-feira 8 de setembro| Edição do dia

Na mesma semana em que o governo Leite anuncia o retornos às aulas presenciais em meio a pandemia, nessa quinta-feira (3) a tarde, o mesmo arromba a escola estadual de ensino fundamental Estado do Rio Grande do Sul contra a vontade da comunidade para fechá-la de forma totalmente arbitrária. A Escola Rio Grande do Sul tem 300 alunos de Ensino Fundamental e EJA e atende a região central da capital gaúcha.

Um morador da região passava na frente da escola no momento em que funcionários da SEDUC quebravam o cadeado e começaram a encher um caminhão com arquivos da secretaria, móveis e máquinas de xeróx. O morador indignado gravou um vídeo denunciando e a comunidade escolar se organizou para fazer valer a gestão democrática e não deixar o governo fechar a escola.

O argumento do governo para o fechamento da escola é de que ela possui poucos alunos, que seriam remanejados para outra escola, enquanto o prédio da Escola Estado do Rio Grande do Sul seria utilizado para abrigar moradores de rua. Esse argumento não se sustenta já que não faltam prédios públicos abandonados bem como prédios privados totalmente vazios e se deteriorando no centro da cidade que não são abertos para a organização de albergues por causa da especulação imobiliária. Esses prédios ficam abandonados durante anos pelo interesse de uma meia dúzia de empresários que são defendidos pelos governo.

Leite usa demagogicamente da luta por moradia em meio a pandemia para avançar com seus ataques a educação enquanto mantém o lucro dos empresários. A crise de moradia que vive o município é diretamente alimentada pela especulação imobiliária e pela prefeitura. Pesquisas apontam que revertendo parte dos imóveis abandonados para moradia, poderíamos resolver esta calamidade que hoje passam as milhares de pessoas em situação de rua em meio a pandemia. Como apontam os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010 eram 40 mi imóveis potencialmente abandonados em Porto Alegre

A medida adotada pelo governador, que tenta se diferenciar de Bolsonaro, foi tão autoritária que ignorou inclusive uma audiência pública da comissão de educação da Assembleia Legislativa do Estado que estava marcada para o dia seguinte do arrombamento da escola.

Cada escola possui um conselho escolar que é deliberativo com relação aos orçamentos da escola e sua organização, junto das direções eleitas pela comunidade. Eduardo Leite ignora a organização democrática das escolas, amparada por lei, e autoritariamente quer decidir pelo retorno as aulas em meio à pandemia, colocando em risco a vida de milhares de famílias já que o "combate" à pandemia no RS vem sendo um jogo que coloca os lucros do empresariado à frente das vidas.

Torna-se urgente que a direção do CPERS bem como os núcleos de oposição de Porto Alegre levem à frente uma campanha de denuncia contra o fechamento arbitrário da escola e mobilizem todas as suas forças para defender junto da comunidade do Centro Histórico o direito a esse espaço de educação pública e também que seja a comunidade escolar que decida a volta as aulas.

Frente a isso, chamamos a população de Porto Alegre para estar junto no dia 08/09, à partir das 5h, em vigília contra o fechamento da EEEF Rio Grande do Sul.




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