CHILE

Todos ao ato em BH apoio à luta no Chile: hoje, às 17h, na praça 7

A Juventude Faísca e o Esquerda Diário se somam ao chamado da manifestação em apoio à luta da juventude e dos trabalhadores chilenos contra os ajustes de Piñera.

quarta-feira 23 de outubro| Edição do dia

Após as jornadas no Equardor, o Chile toma a cena da luta de classes na América Latina. No Brasil, onde acaba de ser aprovada a reforma da previdência, em MG, onde o governador Zema anuncia planos de ajustes massacrantes contra a população, devemos nos inspirar no caminha apontado pelas e pelos irmãos de classe, começando por apoiar ativamente sua luta. A Juventude Faísca e o Esquerda Diário se somam ao chamado da manifestação em apoio à luta da juventude e dos trabalhadores chilenos contra os ajustes de Piñera. Reproduzimos abaixo a nota da convocação:

Uma verdadeira revolta, que foi iniciada pelos estudantes, teve início no Chile. Depois de aumento do custo de vida, milhares de manifestantes foram às ruas para protestar contra o aumento da passagem de metrô em Santiago, a capital do país.

Após intensa mobilização, o governo de Sebastián Piñera decidiu suspender o aumento da tarifa de transporte. Mas, a juventude, junto aos movimentos populares e sindicatos, continuou nas ruas para protestar contra a deterioração da qualidade de vida de milhões de pessoas - fruto da ofensiva neoliberal que tomou conta da América Latina nos últimos anos.

No entanto, no Chile, essa história já é mais antiga. As privatizações no país, junto ao desmonte de direito sociais, ocorreu no contexto da ditadura militar, mais precisamente na década de 1970. A política econômica, implementada pelo atual governo, aprofundou esse processo anterior e impôs péssimas condições de vida à população, que agora sai às ruas para protestar por dignidade. Qual foi a resposta de Piñera? Estado de exceção, violência, Exército na rua e toque de recolher. A cidade de Santiago não era patrulhada por soldados desde a sangrenta ditadura de Pinochet. Hoje, o país latino-americano já registra cidadãos mortos, além de centenas de feridos e detidos pelo fato de, apenas, protestarem pelos seus direitos.

Há décadas o povo chileno sofre com a realidade de não poder contar com serviços públicos como saúde e educação. Lá, paga-se para sobreviver e, depois, atola-se em dívidas. Manifestantes jovens estão vendo seus avós receberem aposentadorias miseráveis - 80% delas abaixo do salário mínimo e 44% abaixo da linha da pobreza. A reforma da Previdência, que mais se assemelha a um verdadeiro desmonte do direito à aposentadoria, proposta pelo ministro de Bolsonaro, Paulo Guedes, já é uma realidade no país vizinho onde o número de suicídios devido ao empobrecimento de idosos alcançou níveis assustadores.

Se, em um primeiro momento, as elites internacionais vieram até a América Latina para explorar nossos povos e terras durante o período colonial e escravista e, depois, ditatorial, hoje elas tentam impor uma espécie de neocolonização, fruto de uma crise econômica que coloca a região no centro da disputa geopolítica. Além disso, há a necessidade dos Estados Unidos (EUA) de aumentar os campos de exploração de matéria prima e mão de obra barata, colocando os povos latinoamericanos como reféns das políticas de desmonte.

Isso tudo ocorre em um contexto de crise global do capital em que os ricos de sempre, para manterem suas taxas de lucro, impõem uma agenda de ampliação da exploração, de ataque à democracia e de piora da qualidade de vida dos trabalhadores e da juventude. São inúmeras as propostas de destruição disfarçadas de reformas e contingenciamentos, a exemplo do que se passou no Brasil com os cortes de verbas para a rede federal de ensino.

Como se vê pelos protestos que eclodem em toda América Latina, os povos não irão pagar pela crise com seu suor, suas terras e suas vidas. A resistência se levanta em defesa dos direitos até aqui durante conquistados.

Sabemos que Piñera é aliado de Bolsonaro e, por isso, nós, juventude brasileira, devemos ir às ruas nesta quarta-feira, 23, para manifestar nosso apoio e solidariedade à luta do povo chileno e exigir o fim da repressão. Não aceitaremos condutas covardes. O movimento que agora nasce no Chile, contra a piora de vida, é mais um exemplo da força da luta anti-imperialista. A América Latina se levanta!




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