PORTO ALEGRE

Todos ao ato do dia 11 às 18h na Esquina Democrática!

O dia 11 de Novembro está sendo chamado pelas centrais sindicais como um dia de paralisação nacional. A exemplo das paralisações nacionais anteriores, nem a CUT nem a CTB estão travando uma luta séria contra os ataques do governo Temer, sem organizar assembleias e paralisações efetivas nos locais de trabalho. O petismo no momento vem dando trégua ao governo. Chamamos a todos a conformarem um bloco do Esquerda Diário e da Faísca - Anticapitalista e Revolucionária para expressar uma voz contra o Temer, o golpe e independente do PT neste ato.

sexta-feira 11 de novembro| Edição do dia

O dia de paralisação nacional ocorre em meio ao intenso processo de ocupações estudantis que já somam centenas de escolas, universidades e institutos federais Brasil afora.

Aqui em Porto Alegre a UFRGS está com quase 40 cursos ocupados. A PUC-RS teve o prédio da FAMECOS ocupado nesta semana, e reunidos em assembleias estudantes da humanidades aderiram o chamado de paralisação e vão compor o ato. Na manhã dessa sexta-feira vários atos de rua chamados pelas ocupações foram feitos: trancamento da Av. Bento Gonçalves pelas ocupações do campus do vale, da Av. Ipiranga por parte dos cursos da saúde e em outro local da mesma avenida os estudantes da PUC trancaram a rua por um tempo. Ocupar as ruas nesse momento é uma questão de vida ou morte para o movimento, a fim de ganhar a população para o nosso lado. Sair às ruas serve também para furar o bloqueio que a mídia vem fazendo à luta dos estudantes.

Ao ganhar a população, estaremos em melhores condições para que os trabalhadores saiam em cena nessa luta. Nesse sentido a aliança com os trabalhadores se torna uma tarefa estratégica para o movimento. A ação organizada da classe trabalhadora, com paralisações e greves, é a única forma de derrubar o conjunto dos ataques de Temer. Afinal, é parando a produção que os poderosos mais temem.

Mas até agora as palavras de ’greve geral’ e ’paralização nacional’ não vem saindo do papel das burocracias sindicais da CUT e da CTB. O objetivo estratégico do petismo nesse momento não é frear o ajuste fiscal, uma vez que eles tem acordo na necessidade do ajuste como a Dilma já vinha aplicando, mas sim desgastar Temer visando a eleição de Lula ou outro político em 2018.

A nossa luta, portanto, não é pelo ’volta Lula’ ou ’volta Dilma’, e sim para que as lutas em curso ganhem proporções capazes de barrar os ataques efetivamente. Apenas a organização dos trabalhadores, aliado à juventude, é capaz de avançar a luta.

Uma voz que expresse esse conteúdo nos atos de hoje e os que virão é imprescindível. Depositamos nossas forças, no Esquerda Diário, nas ocupações onde estamos, nas panfletagens que fazemos e nas ruas, para que uma voz contra o Temer, o golpe e independente do PT consiga ecoar com mais força nesse momento de efervescência política e social tão grande. Chamamos a todos a participarem desse bloco conosco!




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