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Faísca RS | Todos ao ato dia 21 para repudiar a presença do bolsonarista Milton Ribeiro na UFRGS!

Na próxima segunda-feira (21), acontecerá a inauguração do novo prédio do Instituto de Ciências Básicas da Saúde (ICBS) com a presença do execrável ministro da educação bolsonarista Milton Ribeiro. Nesse sentido, está sendo convocado pelo DCE UFRGS um ato contra a sua presença na universidade, que é preciso fortalecer para mostrar que a comunidade universitária da UFRGS repudia seus ataques e tudo que ele representa.

quinta-feira 17 de fevereiro | Edição do dia

O Ministro da Educação, Milton Ribeiro, estará na universidade dia 21, na inauguração do novo prédio do Instituto de Ciências Básicas da Saúde (ICBS). O ministro é o representante do projeto de Bolsonaro para a educação, um projeto levado à frente pelo governo bolsonarista em conjunto com o Congresso e todo regime político e que neste ano realizou um corte de R$736,3 milhões na verba para educação. Este corte astronômico está impactando diretamente as universidades federais, que não têm nenhuma garantia de seu funcionamento presencial neste ano.

Estes cortes impactam centralmente a permanência estudantil, o que ataca diretamente estudantes cotistas negros, de renda e indígenas. Bolsonaro pretende aprofundar o caráter elitista das universidades, retirando cada vez mais os filhos da classe trabalhadora das universidades e Milton Ribeiro é o representante desta política. O Ministro e também pastor já realizou declarações dizendo que a universidade “deveria ser para poucos”, ou que crianças com deficiência deveriam ser separadas das demais crianças. Com estas e outras declarações fica ainda mais evidente que este é um dos inimigos não só das universidades públicas como também da juventude trabalhadora, dos negros e negras, dos LGBTs e das mulheres. Por isso sua presença na universidade deve ser repudiada fortemente pelo conjunto dos estudantes, trabalhadores concursados e terceirizados da universidade e todos aqueles que lutam em defesa da educação pública.

Até porque Milton Ribeiro é um dos políticos que assina embaixo da intervenção bolsonarista nas reitorias das federais. E aqui na UFRGS, o corte de verbas vêm sendo aplicado justamente pelo reitor interventor Carlos Bulhões, que vem retirando bolsas de permanência estudantil, demitindo terceirizados, indeferindo cotistas e abrindo cada vez mais espaço para a iniciativa privada dentro da universidade. Esses ataques, que vêm desde a reitoria de Rui Oppermann, se intensificaram com o interventor, que representa um braço do bolsonarismo dentro da universidade.

Frente a isto, é necessário uma forte mobilização na segunda-feira para repudiar a presença de Ribeiro na universidade. Nos somamos ao ato chamado pelo DCE da UFRGS e chamamos todos da comunidade acadêmica a participarem dessa luta e transformarmos ela em um pontapé nesse início de ano para organizar a luta contra os cortes, ataques e o conjunto do projeto de Bolsonaro, Ribeiro e do reitor Carlos Bulhões.

Veja também: Repúdio dos estudantes de psicologia à visita do bolsonarista Milton Ribeiro à UFRGS

E esta luta só poderá ser levada a cabo através da auto-organização dos estudantes, se organizando desde a base de seus cursos, com assembleias realizadas em cada curso, com participação de professores, técnicos e terceirizados, para que o conjunto da comunidade acadêmica se organize contra os ataques e os cortes. Isto sem nenhuma ilusão de que esta batalha pode ser vencida dentro das instituições burocráticas da universidade ou das instituições do regime, como coloca o DCE UFRGS quando pergunta o porquê de Milton Ribeiro não ter acatado o pedido de destituição da chapa Bulhões-Pranke vindo do Consun, quando a resposta está mais que óbvia: nem Milton Ribeiro nem STF estão interessados em barrar os interventores de Bolsonaro. Inclusive ambos são parte de sustentar a lista tríplice, medida que fere a autonomia das universidades permitindo que o presidente tenha a palavra final sobre a reitoria. É por isso que nós da Juventude Faísca viemos colocando que para lutar até o fim contra Bulhões e todos interventores precisamos nos enfrentar com esse mecanismo herdado da ditadura militar, levantando a defesa de uma estatuinte livre e soberana na UFRGS.

A nossa luta na UFRGS só poderá seguir em frente se ela for organizada desde as bases, colocando os estudantes como sujeitos políticos dessa mudança. Por isso chamamos o conjunto dos CAs e DAs da universidade, principalmente os dirigidos pela oposição de esquerda como o Juntos/PSOL, Afronte/PSOL, Alicerce/PSOL, PCB e UP a convocarem em seus cursos assembleias para discutirem os ataques e também o retorno às aulas, e como essa deve ser decidida pelo conjunto da universidade. Essa luta, que não está separada dos demais ataques aos estudantes, como a restrição do meio passe estudantil que foi comemorada pela UJS ( PCdoB), a mesma corrente que dirige a UNE e que mantém a maior entidade dos estudantes paralisada, mesmo frente aos ataques dos Bolsonaristas. Criam a ilusão de que todos os nossos problemas serão resolvidos com a eleição de Lula, entretanto, este já disse que respeitará a Lei de Teto de Gastos e não revogará os cortes e as reformas do último período.

Portanto, chamamos a todos que desejam lutar contra Bolsonaro e Mourão a estarem no dia 21, frente ao DCE do campus saúde, as 9 horas da manhã para demonstrarmos a nossa indignação contra os ataques e reivindicar assembleias, onde todos tenham voz, para lutarmos por um outro modelo de universidade, que esteja a serviço dos trabalhadores e da população pobre e oprimida e não dos capitalistas.

Veja também a declaração da Faísca: Contra os cortes, por permanência plena e segurança sanitária: que as comunidades universitárias decidam como será o retorno presencial




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