Juventude

UFRN 14J

Todos a assembleia geral da UFRN construir uma forte greve geral ao lado dos trabalhadores!

Nesse 14J, ocupar as ruas contra os ataques a educação e a Reforma da Previdência ao lado dos trabalhadores, exigindo que as centrais sindicais rompam as negociações que estão fazendo pelas nossas costas!

segunda-feira 10 de junho| Edição do dia

Apesar das imparáveis disputas dentro do bloco golpista que ajudou a eleger Bolsonaro, o STF chamou ao Congresso, a grande mídia, o capital financeiro e os empresários do Brasil200 a um pacto para trabalharem juntos pelo principal ataque aos trabalhadores: a reforma da previdência. Desde a Lava-Jato se valeram de métodos de investigação arbitrários a serviço do imperialismo para aprofundar os ataques à classe trabalhadora, como ficou revelado nos vazamentos das conversas entre Moro e Dallagnol.

É preciso que os estudantes e jovens que colocaram 1 milhão nas ruas no 15 e meio milhão no 30M, fortaleçam as assembleias para preparar um forte embate, que seja superior a paralisação de 2017 e defenda as universidades, escolas e as aposentadorias.

A CIENTEC, o maior evento de pesquisa científica do RN, foi cancelada pelos cortes. Bolsonaro segue destilando seu racismo e xenofobia contra o NE.

Em Natal, fomos 70 milhões no dia 15M e só não fomos mais que os 10 milhões no 30M porque a UNE, dirigida pela UJS, PT e Levante, infelizmente não se deu a tarefa de coordenar as lutas em cada escola e universidade, sequer batalhando para que acontecessem assembleias em um número ainda maior de cursos.

Na UFRN, ficou evidente quando a única assembleia antes do 30M novamente não foi construída ativamente por parte do DCE, sequer teve destaque nas redes sociais. Como querem que os estudantes se organizem se nem a gestão da UJS, PT e Levante, que foi eleita, mostra disposição de que existam espaços para os estudantes discutirem e definirem os rumos da luta?

Foi a existência de espaços como a assembleia de 400 estudantes do dia 3 de março que botou na rua o principal desafio de Bolsonaro hoje para aprovar a reforma da previdência, maior até que seus adversários no Congresso: a possibilidade do grito estudantil nas ruas sensibilizar os ouvidos dos milhões de desempregados e trabalhadores que estão preocupados com suas aposentadorias.

Por isso, é fundamental a participação de cada estudante na assembleia que está sendo chamada pelo DCE para a terça-feira, dia 11, às 16h.

No dia 30, vimos que as centrais sindicais impediram que os trabalhadores pudessem se somar a marcha estudantil parando os locais de trabalho, com assembleias para os trabalhadores se organizarem. Isso porque desde as centrais que deixaram claro que precisa de reforma da previdência, como Força Sindical e UGT, que tem medo dessa unidade fugir do seu controle e prejudicar as suas negociações com Rodrigo Maia.

Mas também a CUT e a CTB, dirigidas pelo PT e PCdoB, ao lado da UNE, dividem as pautas, enquanto comemoram “a unidade” de todas as centrais pro chamado ao dia 14. Submetem essas entidades a intensificação das negociações dos governadores estaduais em torno da reforma da previdência, em que Fátima Bezerra e outros govenadores do PT e PCdoB começaram a negociar abertamente uma reforma tenha cobertura nos estados.

Quando o presidente da CUT fala que o dia 14 é “dia de ficar em casa”, ele está dizendo que os trabalhadores e a juventude são mera massa de manobra das negociações dos por uma reforma da previdência “desidratada”, nas palavras de Paulinho da Força.

A CUT e o PT querem uma reforma que matem que tenhamos que trabalhar até morrer, e que garanta que eles não precisem se enfrentar com os trabalhadores dos seus estados para aprova-la.

Fazem isso porque temem, principalmente nos governos estaduais, pela segurança da aplicação da reforma.

As suas centrais e a UNE cumprem o papel contrário à da unidade dos estudantes, trabalhadores, mulheres, negras e negros LGBT, na luta contra o pacto de Bolsonaro e dos golpistas pelos ataques neoliberais, pois seus governos tem contribuído eles mesmos com esses ataques.

A juventude tendo mostrado uma força impressionante contra os cortes na educação, não podemos deixar que separem das nossas lutas: a educação não é moeda de troca, queremos estudar sem ter que trabalhar até morrer. Basta de negociação das centrais sindicais em prol da Reforma da Previdência.

Não precisamos de nenhuma reforma previdência. Quem precisa dessa reforma, são os donos da dívida pública, a Fiesp, a Bovespa, capitalistas como o Careca da Havan e o escravista Flávio Rocha, o agronegócio, a bancada evangélica... Querem arrancar ainda mais dos recursos públicos para a estabilidade do pagamento dessa dívida, uma histórica bolsa de lucro pra banqueiro e que impede que haja mais recursos para educação.

Elimina-la significa passar a conta da crise das pros capitalistas que a criaram, e permitir que não só tenhamos recursos para as universidades, mas que possamos garantir ensino público e gratuito para todos, estatizando as universidades privadas, garantindo permanência, abolindo o filtro social e racial como são o ENEM e outros vestibulares.

Num momento em que temos mais de 13 milhões de desempregados no país, a juventude recebe os postos de trabalho mais precários: Rappi, Ifood, Uber e tantos outros tipos de trabalho precário, como telemarketing ou vendendo docinhos pela UF.

Uma juventude sem futuro que não irá nem mesmo se aposentar. É preciso organizar uma mesma luta! Por isso, a juventude que saiu nas ruas no 15M e 30M pode incendiar a classe trabalhadora e fazer uma aliança explosiva. Estudantes e trabalhadores, unidos, desde cada local de trabalho e estudo, para derrotar este pacto pela reforma da previdência.

Se os estudantes da UFRN se jogarem nos terminais, nas vias e locais de trabalho chamando a essa unidade, convocando os trabalhadores a chamarem assembleias contra a negociação em torno da Reforma da Previdência.

Radicalizar a luta vai contra os seus planos e deve servir para fortalecer uma coordenação das lutas que possa devolver a combatividade das entidades a serviço da luta, com as mulheres, negros e LGBTs a frente dessa coordenação.

Por esse motivo é um momento muito importante a que o PSOL se some ao chamado aberto às centrais sindicais, principalmente CUT e CTB e à UNE, a unificar a luta dos trabalhadores nas ruas, ativamente. Seus parlamentares, sempre atacados pela a extrema-direita, deveriam estar chamando assembleias para paralisar de fato nesse dia em cada universidade que Boulos passa, e exigindo a que as centrais sindicais rompam as negociações em torno da Reforma da Previdência.

É essa discussão com os estudantes que precisa chegar nos estudantes, combinado a necessidade de que não se limitem às assembleias, mas que o DCE tinha que se dar a tarefa de propor aos estudantes um comando de representantes eleitos nos cursos, que dê vazão ao papel das assembleias na decisão dos rumos da mobilização. A Oposição de Esquerda, composta pelo LSR, Juntos, PCB, PCR, POR e outros grupos da UFRN, não disseram ainda qual a proposta deles para combater a burocracia da majoritária da UNE na universidade.

Fizemos, desde a juventude Faísca e junto ao CA da Filosofia e de GPP, uma proposta de trabalhar conjuntamente uma abaixo-assinado que propunha ao DCE uma assembleia no começo da semana, que colheu cerca de 200 assinaturas, fazendo esse diálogo com os estudantes. Mas os companheiros disseram que não esse o debate a ser feito agora, na verdade reivindicaram a “unidade das entidades” que chamaram esse ato.

Fato é que essa unidade das entidades só prepara a nossa derrota, nos desgasta em dias mal preparados e amarrando as mãos dos trabalhadores e da juventude, enfraquecendo o papel que poderiam cumprir os DCEs, sindicatos e os movimentos sociais, de organizar os desempregados, empregados, negros, mulheres e LGBTs para derrotar os ataques.

Mas os companheiros escolhem fechar os olhos, acreditando ter alguma unidade possível com Boulos participando de reuniões com não só PT e PDT, mas PSDB, defensores abertos da reforma, à custa uma alternativa que seja com base na independência política com os partidos da ordem, da velha burguesia.

Além disso, diante da tentativa de descarregar a crise capitalista em nossas costas a elementar bandeira pelo não pagamento da dívida pública não foi e não é bandeira da esquerda como o PSOL: se dividem entre diversas correntes desde os que defendem pagar uma parte da dívida, até os que defendem a auditoria cidadã da dívida – como se esta pudesse ter algo de legítimo – até a economista da campanha eleitoral de Boulos, que é favorável ao pagamento da dívida já anunciou não ser contra a reforma da previdência.

Diante do radicalismo da extrema direita pra nos atacar não é possível responder com soluções moderadas como os "4 pontos pra enfrentar a crise fiscal" que o PSOL apresentou. É preciso um programa que vá até a raiz. Por isso é preciso levantar o não pagamento da dívida pública. Chamamos o PSOL e a Oposição de Esquerda a assumir este programa anticapitalista frente à situação no Brasil.




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