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LUTA ANTIRACISTA

Todos à II Marcha Antiracista da Unicamp

Nesta terça, 21, dia internacional de luta contra a discriminação racial, ocorrerá a II Marcha Antirracista na Unicamp. Convocada pelo Núcleo de Consciência Negra da Unicamp, essa segunda marcha ocorre após novas mensagens racistas no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH).

terça-feira 21 de março| Edição do dia

Foto de Rafael Kennedy

Logo depois do primeiro dia de recepção aos calouros, um cartaz com os dizeres “The KKK want you” foi encontrado colado no corredor do instituto. E esta não é a primeira manifestação racista no IFCH, o primeiro instituto a implementar cotas étnico-raciais na pós-graduação, no ano passado algumas pixações de cunho racista apareceram nos corredores e banheiros, e tivemos que lidar com palavras como “White Power” e mais símbolos da KKK, além de uma pixação que dizia “ Aki não é senzala, tirem os pretos daqui”.

Mas assim como no ano passado, que respondemos as pixações com um grande ato até a reitoria, a criação da comissão permanente para debater e combater o racismo na universidade e o Dia de combate ao racismo no IFCH. Também responderemos esse ano, marchando pela universidade para mostrar que nossas vidas importam, e que apesar de não quererem, vamos impor nossas presenças na universidade. Aqui também é nosso lugar, e não no trabalho terceirizado, como quer a reitoria, que se cala frente ao racismo cotidiano que sofremos e o mantém como um dos pilares da Unicamp.

Marcharemos também contra o racismo estrutural, que nos coloca nos piores empregos dentro e fora da universidade, e que se expressa institucionalmente, por exemplo quando nos negam o direito de estudar nossa própria história com argumentos burocráticos, como já ocorreu no IFCH.

Se no ano passado, nos posicionamos com muita força contra o golpe e os ataques, porque significariam um ataque ainda maior aos negros, e conseguimos, com nossa greve histórica e ocupação, impor à reitoria de Tadeu as audiências sobre as cotas étnico-raciais na universidade, esse ano os desafios são ainda maiores com a reitoria de Knobel, que ficou em primeiro lugar na votação da consulta para reitor. Seu projeto é aprofundar ainda mais a universidade elitista e racista dos anos da gestão Tadeu, e a marcha de amanhã também será um recado para o novo reitor.

É nos exemplos que a juventude negra internacionalmente nos dá, e também os trabalhadores, como nesse 15M lutando contra a reforma da previdência, que nos apoiamos. É a força dos que autorganizados podem vencer essa sociedade e todas as misérias que ela nos reserva enquanto negros que reivindicamos e é com ela que marcharemos amanhã e convidamos a todos os estudantes, funcionários, professores e a população também de fora da Unicamp a estar conosco, às 11h com concentração no IFCH.




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