#BREQUEDOSAPPS

Todo apoio aos entregadores de app!

sábado 20 de junho| Edição do dia

Está sendo convocada para esse dia primeiro de Julho uma inédita paralisação nacional chamada pelos entregadores de aplicativos de entrega como Rappi, iFood, UberEats, Loggi, James. Empresas essas que exploram em níveis desumanos, trabalhadores, em sua grande maioria jovens negros, pagando moedas em troca de longas corridas sem EPIs, os fazendo passar fome em jornadas de até 12 horas. Uma política capitalista nefasta que expressa seu profundo racismo e ódio aos trabalhadores e jovens, querendo descarregar o custo das crises sanitária, econômica e política em nossas costas.

Durante a pandemia fica cada vez mais evidente quem são aqueles que estão na linha de frente tanto do combate ao vírus nos hospitais e centros de saúde como daqueles que com seus serviços mantém “o funcionamento normal” de nossa sociedade. Tendo que optar entre morrer de fome ou se expor ao risco de contaminação por salários miseráveis os trabalhadores decidiram paralisar para exigir melhores condições de trabalho, fornecimento de EPIs, contra os bloqueios realizados pelas empresas nos aplicativos e melhores pagamentos pelas entregas realizadas.

Nós do comitê do Esquerda Diário das Ciências sociais achamos fundamental prestar todo nosso apoio e solidariedade a essa paralisação, impulsionando as reivindicações desse setor tão importante que como vimos nas últimas manifestações antifascistas e antirracistas se colocaram na linha de frente de combater o projeto dessa extrema direita e lutar pela justiça tanto por João Pedro, jovem negro assassinado pela no Rio de Janeiro como por George Floyd assassinado nos EUA, ambos vítimas da instituição repressora e racista que é a polícia.

É de extrema importância nesse momento que possamos unificar as lutas da classe trabalhadora e também da juventude contra todo esse projeto, como parte da força necessária para levar a frente o Fora Bolsonaro e Mourão e contra todas as forças desse regime podre e golpista, batalhando por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana que permita a população tomar em suas mãos os rumos do combate às crises que nos assolam, colocando as vidas a frente do lucro dos patrões.

Em momentos onde figuras como o ex ministro da Educação Weintraub diz não querer sociólogos com dinheiro público sabemos que o que nos está reservado a depender desses parasitas é mais e mais miséria. Ou como a campanha que viemos também impulsionando contra as demissões planejadas pela companhia aérea LATAM, colocando 2000 famílias nas ruas em meio a pandemia. O sentido é de nos unificar e fortalecer para impor que os capitalistas paguem pela crise!

Nesse sentido, as organizações dos trabalhadores e entidades estudantis podem cumprir um papel muito importante para impulsionar a mobilização e demonstrar uma enorme força para combater todo essa situação de precarização da vida e do trabalho, sobretudo com a aplicação em massa das resoluções das MPs 927 e 936, que nos fazem pagar por essa crise, enquanto ao empresariado, há todos os esforços possíveis para salvar os seus lucros, por parte do Estado.

Por isso, entidades como os Centros Acadêmico da Letras da USP (CAELL) e o da FEUSP (CAPPF) estarão impulsionando essa mobilização e fazemos um chamado especial ao Ceupes, o Centro Acadêmico do curso das Ciências Sociais da USP, para estar a serviço disso, organizando os estudantes do curso em torno dessa luta.




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