Política

OPERAÇÃO REIS DO GADO

Tocantins: governador conduzido à PF, família e secretários presos. Fato local?

Familiares do governador Marcelo Miranda do PMDB foram presos. Ele foi levado coercitivamente, bem como ex-governador tucano e boa parte da cúpula de seu governo. Trata-se de uma virtual intervenção do judiciário nesse estado.

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

segunda-feira 28 de novembro| Edição do dia

A operação ’’Reis do Gado’’ investiga ocultação de dinheiro desviado de forma ilicita através de transações imobiliárias fraudulentas, contratos de gaveta e manobras fiscais ilegais. A falcatrua toda atingiria a soma de R$ 200 milhões.

Em nova ofensiva do judiciário novo governador do PMDB, desta vez em exercício é atingido. Além de Marcelo Miranda, também sofreram condução coercitiva o ex-governador tucano Siqueira Campos e vários membros do alto escalão de governo.

As transações também envolviam a compra de fazenda e grandes quantidades de gado. De acordo com a denúncia, em um dos casos, foi observada uma compra de gado tão grande que não caberia dentro da fazenda onde deveriam encontrar o rebanho.

Na manhã desta segunda feira, a Polícia Federal cumpriu 108 mandados de prisão e condução coercitiva expedidos pelo Supremo Tribunal de Justiça. Além do governador em exercício, o secretário de infraestrutura do Tocantins, Sergião Leão e o irmão do governador Junior Miranda tiveram seus mandados de prisão expedido pela justiça.

De acordo com a rádio Jovem Pan, a irmã do governador Maria Gloria, seu esposo e os empresários Luiz Pires e Rossine Aires também foram conduzidos coercitivamente por suspeita por suspeita de desvio de dinheiro. Todos responderão pelos crimes de lavagem de dinheiro, peculato, corrupção passiva, fraudes á licitação e organização criminosa.

Trata-se de fato local? Ou um passo das iniciativas nacionais do judiciário para impor governo que possam melhor realizar os ajustes que defendem? O governo do Tocantins, tal como seu "irmão maior" do PMDB do Rio está em crise e deixando de pagar salários do funcionalismo.

Com uma operação de fôlego como essa, que praticamente defenestrou o governo do Tocantins estaria o judiciário se preparando para investidas maiores contra Temer e o PMDB como tem dado mostras em sua atuação no Rio de Janeiro? Se assim for, como tem sido fartamente visto no caso da Lava Jato, não se trata de efetiva punição dos corruptos, rapidamente soltos para "cumprir pena" em suas mansões, mas de intervir na política buscando favorecer grupos e novos esquemas de negócio legais e corruptos agora com a aprovação do judiciário.




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