Internacional

TERREMOTO NO MÉXICO

Tiremos lições da grande solidariedade depois do terremoto

Os meios de comunicação informam que transborda solidariedade: milhares de voluntários se somam aos trabalhos de resgate e apoio às regiões afetadas pelo terremoto. E se esses exemplos de união e solidariedade pudessem transbordar situações de desastre como esta?

quinta-feira 21 de setembro| Edição do dia

Tradução: Thais Oyola

Desde as primeiras horas, logo após o terremoto que sacudiu distintas cidades no México, milhares de pessoas começaram a se organizar de forma espontânea para ajudar a população afetada.

Na Cidade do México, capital do país, estudantes das maiores universidades e escolas se organizaram pelas redes sociais para definir pontos de encontro para apoiar os trabalhos. Médicos, eletricistas, encanadores, engenheiros e trabalhadores dos mais diversos ofícios se alistaram para colocar seus conhecimentos a serviço das pessoas afetadas, enquanto comerciantes e vizinhos organizavam por toda a cidade pontos de coleta de mantimentos e outros recursos necessários.

O comunismo é humanismo

Se a força da sociedade é tamanha, que pode, em momentos críticos, demonstrar uma enorme potencialidade, o que aconteceria se o povo pobre e trabalhador se organizasse e se unisse para além de situações de desastre como esta?

O comunismo é uma proposta de sociedade onde, uma vez terminada a divisão entre classes onde uma se privilegia da exploração da outra, se possa viver de forma fraterna e solidária.

O ser humano busca desenvolver a ciência e a tecnologia a serviço de um desenvolvimento mais harmônico e livre tanto entre as pessoas como com a natureza. No lugar de uma economia que só funciona para aumentar os lucros de uma minoria de grandes empresários, se organiza a produção para satisfazer as necessidades da maioria, o que criaria um novo marco para o florescimento de novos valores.

No lugar de competir para sobreviver, como acontece no capitalismo, as pessoas se unem para compartilhar suas capacidades em um objetivo coletivo, onde cada indivíduo se desenvolve livre e integralmente.

Esperança nas adversidades

Em um país como o México, golpeado pela violência e pela precarização da vida, onde os políticos empresariais são cínicos corruptos que despertam nada mais do que desgosto e asco na população, é, sem dúvida, um raio de esperança ver a enorme solidariedade que se manifestou com os terremotos recentes.

Enquanto o sistema te bombardeia de individualismo para que sofra sozinho as mazelas das dificuldades econômicas e pessoais em que vive, milhares e milhares em momentos como este saem às ruas para ajudar sem esperar nada em troca. A única recompensa é a satisfação de ter contribuído com o que se pôde em meio à tragédia.

Para os que estamos convencidos de que é possível construir uma sociedade muito superior a esta, as demonstrações de solidariedade que temos visto nesses dias são um alento para tomar forças em redobrar a organização e convencer a cada vez mais pessoas a não se resignarem com este sistema de miséria.

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Se a sociedade tem essa capacidade de resposta, imaginem o que aconteceria se a participação política e as iniciativas que batalham por uma transformação social tomassem força. Se nas universidades os estudantes participassem e discutissem junto aos professores e outros trabalhadores, ou se nos locais de trabalho se organizassem reuniões para decidir como vão defender seus direitos.

O comunismo é a perspectiva de uma sociedade onde são as massas trabalhadoras que se auto-governam, decidem e atuam coletivamente. Depois de ver a solidariedade que se mostrou logo após o terremoto fica claro que é uma possibilidade totalmente realizável e que vale a pena lutar por ela.




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