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Tirem as mãos da nossa aposentadoria: acabemos com os privilégios do judiciário

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, telefonou pessoalmente para senadores antes da votação que deu a juízes e procuradores um reajuste no salário de R$33,7 mil para R$39,3 mil, um dia depois da coletiva ao lado de Bolsonaro fazendo propaganda do maior ataque à aposentadoria dos trabalhadores em décadas. Defendemos o fim dos privilégios dos juízes e repudiamos a Reforma da Previdência!

sexta-feira 9 de novembro| Edição do dia

Esse aumento escandaloso para a casta jurídica que já vive com enormes privilégios e regalias, tal como o auxílio-moradia e muitos outros que podem fazer seu salário chegar a R$100 mil, significará um assalto na ordem de R$ 4 bilhões, ou até mesmo R$6 bilhões, dos recursos públicos.

O mais repulsivo dessa postura “articulista” do presidente do supremo entorno de interesses dessa casta de super juízes, nunca submetidos sequer ao voto popular, é que ele tem sido o principal entusiasta dos futuros ataques de Jair Bolsonaro à aposentadoria e outros direitos da classe trabalhadora.

É um escândalo que nesse cenário Bolsonaro, Toffoli e Moro queiram acabar com a aposentadoria dos trabalhadores, e destinar um valor miserável àqueles que conseguirem se aposentar, enquanto votam um aumento de privilégios dessa magnitude.

Parte da preocupação de Toffoli em dar esses telefonemas, segundo a reportagem do Valor, era a de testar a sua imagem de “político”, que deverá usar não só para defender a manutenção de seus privilégios, mas futuramente também para contribuir com a aprovação da sua tão sonhada Reforma da Previdência.

Toffoli vem dando uma série de declarações entusiasmadas com a Reforma da Previdência, alegando necessidade de conter gastos públicos, mas quando se trata de encher a sua toga com um salário de luxo a custo de bilhões desses cofres, a preocupação não é a mesma. Em coletiva ao lado de Bolsonaro, Toffoli disse que a "questão previdenciária" é uns dos principais desafios do próximo governo, e propôs um "pacto republicano" com o STF à frente pelo ataque à nossa aposentadoria.

Mostra que a casta do judiciário, incluindo o juiz Sergio Moro, está interessada em arrancar sangue dos trabalhadores, propondo que trabalhem até a morte, sem direito a aposentadoria, para custear seus gordos salários, mas especialmente os privilégios e lucros dos empresários capitalistas e banqueiros imperialistas, donos da nossa dívida pública.

Nós do MRT, que impulsionamos o Esquerda Diário, propomos uma resposta para a que a crise seja paga pelos capitalistas, capaz de garantir ao conjunto de trabalhadores e aposentados uma aposentadoria integral, no valor de um salário mínimo estipulado pelo DIESSE, calculado em R$ 3.658,39, sem contribuição financeira ao longo dos anos de serviço (e abolindo qualquer projeto de "capitalização da previdência" ou previdência privada, que existe no Chile e inspira Paulo Guedes).

Nunca é demais lembrar que o judiciário, em especial o STF, foi responsável pelo fato de que as últimas eleições fossem as mais manipuladas da história do país, desde a prisão de Lula, o impedimento do registro da sua candidatura, o cassação do direito ao voto de milhões votantes com a biometria, vazamento de delações da Lava Jato. Uma manipulação que foi a principal garantia de vitória para Jair Bolsonaro, a serviço de que ele desse uma continuidade selvagem aos ataques de Temer aos trabalhadores.

Contra essa casta de juízes defendemos a eleição e revogabilidade de todos juízes e que todos ganhem como uma professora, que todos casos de corrupção sejam julgados por júri popular para garantir que os bens de corruptos e corruptores sejam expropriados, e todas empresas corruptas sejam estatizadas sob controle dos trabalhadores. Basta de privilégios!




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