Política

PROTESTO CONTRA MORO

Tirania judicial: Justiça da Bahia proíbe manifestações contra Sérgio Moro

Justiça da Bahia proíbe manifestações contra Moro, em simpósio promovido pela Associação de Delegados da Polícia Federal. O evento também contou com a presença de Barroso, mostrando que o evento reunia parte da cúpula golpista e da Lava-Jato, que não só impedem a população de escolher em quem votar, bem como agora impedem o direito de se manifestarem.

quarta-feira 22 de agosto| Edição do dia

O juiz Sérgio Moro, astro da Lava-Jato, participou de um simpósio na Bahia no Shopping Barra, em Salvador. Frente à sua passagem pela cidade e a possibilidade de protestos contra Moro, a justiça de antemão proibiu a realização de qualquer manifestação contrária à Moro, sob alegação de que queria impedir a ocorrência de qualquer " protesto ou repúdio violento".

A ação movida pelo próprio shopping teve sua sentença encaminhada pelo juiz Carlos Cerqueira Júnior, que justificou o impedimento do livre direito de se manifestar na presença de "dignas autoridades" no evento, que foi organizado pela Associação dos Delegados da Polícia Federal.

Além da figura icônica da Lava-Jato, estará também seu aliado Luis Roberto Barroso, golpista de marca maior, que inclusive elogiou em palestra em Harvard, os militares que se manifestaram antes da prisão de Lula. Com seus privilégios, Moro, que recebe R$ 26.125,17 por mês, contando com todos os privilégios seu salário passa de R$ 77 mil reais, juízes eleitos por ninguém atacam os direitos elementares que democracia podre ainda pode garantir: o voto e o direito à livre manifestação.

A lava-jato foi um dos mais importantes mecanismos jurídicos capaz de manipular as eleições, garantindo as melhores condições para os candidatos de excelência da burguesia, como Alckmin e Bolsonaro. O golpe, apoiado por estes mesmos juízes, possibilitaram que ataques ainda maiores do que o petismo vinham sendo capaz de fazer à classe trabalhadora, como o sucateamento da saúde e a venda do pré-sal. A prisão arbitrária de Lula, líder nas pesquisas eleitorais, atacou o direito da população decidir em quem votar.

Repudiamos a política conciliadora que do PT, que por 13 anos fez aliança com a direita, abrindo caminho para o golpe e não mobilizando os trabalhadores e a juventude para barrar os ataques de Temer. Porém, defendemos incondicionalmente o direito da população decidir em quem votar (inclusive em Lula se assim decidir), bem como ter liberdade à manifestação de suas posições políticas.

É preciso lutar contra o golpe e contra o avanço do judiciário contra os direitos dos trabalhadores e da juventude, que condena e encarcera o povo negro e que permite que 4 mulheres morram todos os dias por aborto clandestino. É fazendo com que os juízes sejam eleitos e ganhem o salário de uma professora, além de terem seus mandatos revogáveis, que será possível atingir esta cúpula e seus privilégios. É imprescindível também que os crimes de corrupção sejam julgados em juri popular, garantindo que a população possa ter acesso à toda informação que hoje é manipulada pelo judiciário em prol dos interesses da burguesia.

Saiba mais: Uma resposta anticapitalista às eleições manipuladas pelo judiciário e à crise




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