Internacional

OBAMA APOIA O DIÁLOGO

Thomas Sannhon chega a Caracas para apoiar o diálogo entre o governo Maduro e a oposição

O enviado de Obama, Thomas Shannon chega a Caracas em momentos de tensão política e com a abertura de um diálogo de desenvolvimento. O imperialismo não quis cair fora e faz presença ativa.

terça-feira 1º de novembro| Edição do dia

Não é nenhma causalidade o momento escolhido para a chegada ao país de Thomas Shannon, subsecretário de Estado Norteamericano para assuntos políticos, justo próximo de ter se dado início o diálogo entre o governo Maduro e a oposição.

A intermediação direta do vaticano lhe faltava o aval direto de Obama ao processo de diálogo iniciado entre o chavismo e a oposição. Evidentemente o Papa Francisco se havia assegurado o apoio dos EUA para assumir o risco de atuar como mediador e não terminar em um fiasco, havia conta de uma alta tensão de uma crise que ameça se aprofundar.

Como Washington não deu pontada sem fio, nem geralmente cai de improviso ou desprevenido, muito menos sem fazer inteligência do cenário, vinha estando ao tanto minunciosamente de tudo o que vinha acontecendo nas tentativas para a concretização da instalação da mesa de negociação, e não precisamente pelos meios jornalísticos. Um voo de Washington a Cracas é de poucas horas, e tras ser informada da casa branca que fim havia saído fumo branco em Venzuela ativou sua viagem para ser recebido pelo governo de Maduro assim como por representantes da oposição.

Qual seja o acordo que se alcance entre a oposição e o chavismo não pode estar por fora dos cálculos e interesses políticos dos Estados Unidos. Oficialmente vem para apoiar o diálogo iniciado entre o governo e a oposição aglutinada na chamada mesa de unidade democrática (MUD). Assim o fez saber oficialmente esta segunda o potavoz do departamento de estado norte-americano, John Kirby, em sua conferência de imprensa diaria: "Queremos encorajar para que continue este diálogo que está começando".

Se espera que Shannon, que há atuado no último ano como mediador para melhorar a relação entre Washington e Caracas, se termine no país na próxima quarta, declarou também o portavoz da casa branca, justamente na semana de alta intensidade política na vida do país quando tem sido convocada mobilizações tanto desde a oposição como desde o chavismo.

Shannon já viajou em junho passado para Caracas onde se reuniu com membros da oposição, de Assembleia Nacional e com Maduro, em uma política ativa do overno Obama na crítica situação do país, e não tanto somente por reativar o diálogo bilateral e superar as tensões na relação entre EUA e Venezuela como geralmente declara oficialmente o governo Maduro.

Sobre o encontro formal que se deu em horas da tarde entre Shannon e Maduro, apenas se difundiram imagens pela televisão estatal, não se produziram declarações públicas aos meios e tampouco se adiantou o conteúdo da conversação.

Porém a visita de Shannon a casa presidencial, o palácio de Miraflores, coincidiu também com a presença do segundo enviado do Papa para se encontrar com Maduro, Claudio Maria Celli, um esperto de diplomacia do Vaticano que tem estado trabalhando durante muito tempo as relações com a república popular da China e Vietña com a santa sede.

O representante de Obama chega próximo da primeira reunião formal entre o governo e a oposição como resultado de múltiplas "gestões exploratórias" iniciadas pela União das Nações Sulamericanas (UNASUR) que vem se dando desde abril. Porém que se terminou concretizando com a intermediação do primeiro enviado especial do vaticano, monsenhor Emil Paul Tscherrig, que serve como Nuncio na Argentina, pela petição tanto d aliança MUD como do governo quando foi pautado o primeiro encontro que este domingo se levou a cabo entre governo e oposição.

Diálogos onde se molda a transição na etapa do pós chavismo

Na reunião de domingo porém que se prolongou até a madrugada, os representantes acordaram em estabelecer mesas de trabalho que iniciaram deliberações na mesma segunda sobre quatro temas: paz; respeito ao estado de direito e a soberania; direitos humanos e reconciliação; economia e sociedade; e o estabelecimento de um cronograma eleitoral.

As partes voltaram a se reunir no dia 11 de novembro em Caracas. "É uma boa notícia para Venezuela que este processo de diálogo fizemos e o arrancou bem", disse Maduro a noite desta segunda após se reunir com o enviado do Papa, Claudio Maria Celli, o ex presidente espanhol José Luis Rodríguez Zapatero também se reuniu com o subsecretário dos Estados Unidos, Thomas Shannon.

Porém a agenda de mobilizações programadas para esta semana, incluindo a sessão da Assembleia Nacional desta terça ao que se tem pressionado Maduro para que dê respostas no que a MUD chama de "responsabilidade política", sobre a qual já Maduro tem adiantado que não assitirá. Ao contrário, como resposta a esta reunião de assembleia nacional, o chavismo tem convocado uma mobilização de rechaço, e os protestos para esta quinta 3 de novembro se mantém.

Sem embargo, Chuo Torrealba, secretário executivo da MUD já adiantou que se reorganizará a agenda da rua, o que pode implicar que não se concretize a marcha a Miraflores como haviam anunciado. Não obstante, isto já está sendo um novo ponto de conflito na MUD, que tem mostrado suas diferenças, pois o partido de Leopoldo López, Voluntad Popular, não se tem somado ao diálogo e insiste em que não se troque um milimetro da agenda programada, e por sua parte Henrique Capriles da primeira Justiça já veio mostrando seu rosto mais intransigente.

Porém em Caracas se encontram presentes de maneira ativa e direta tanto o Vaticano como os EUA, com representantes de alto escalão político, e atuam para a aceleração do diálogo e se termine impactando aordo políticos. Qual é o conteúdo dos mesmos? Essa é a icognita para o conjunto dos trabalhadores e o povo pobre, porém o que se é claro é que ali se trata é a transição na etapa aberta do pós chavismo, do qual nada bom sobrará para o povo trabalhador que vem sofrendo a agoniante crise econômica que já leva três anos.

Além disso, onde os Eua e a igreja se metem e mais ainda para mediar, não são precisamente as classes subalternas as que saem beneficiadas e uma transição post chavista será moldada em função das classes dominantes e dos interesses do imperialismo.




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