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Theresa May lidera as internas conservadoras para suceder a Cameron

A Ministra do Interior, Theresa May, largou com força nessa terça-feira na campanha para Primeiro-Ministro do Reino Unido, as eleições recomeçam após o triunfo do 'Brexit' que levou a renúncia de Cameron.

quarta-feira 6 de julho de 2016| Edição do dia

Fotografia: EFE - Sean Dempsey

Theresa May obteve 165 votos na primeira votação dos parlamentares conservadores britânicos, enquanto sua principal adversária, Andrea Leadsom, com um cargo ministerial na cadeira de Energia, obteve 66, aumentando a possibilidade de que uma mulher ocupe pela segunda vez o cargo após Margaret Thatcher.

Em terceiro na votação aparece o secretário de Justiça, Michael Gove, que obteve 48 votos. E por fim, na quarta e quinta posição ficaram o secretário do Trabalho e Pensões Stephen Crabb, com 34 votos, e o ex-secretário de Defesa, Liam Fox, com 16. Crabb, após saber o resultado, abandonou a corrida pelo cargo, enquanto Fox não obteve a quantidade suficientes para continuar na disputa. Tanto Fox como Crabb anunciaram publicamente seu apoio a May.

As prévias do partido conservador acontecem por eliminatórias entre os parlamentares, até que dois candidatos finalistas sejam submetidos ao voto do conjunto do partido.

Enquanto avança a escolha dos candidatos no Partido Conservador, começam a se multiplicar os sinais do impacto do ‘Brexit’ no comercio, no investimento e na confiança empresarial o que já está afetando diretamente a economia.

Evidenciando a preocupação dos mercados pelo impacto econômico decorrente da saída do Reino Unido da União Europeia, a libra atingiu, nesta terça-feira, um novo mínimo em 31 anos e três fundos de investimento em propriedades britânicas anunciaram suspensão de operações. As ações se fundiram em outros fundos relacionados com as propriedades e gestores de ativos. Diversas seguradoras também se viram afetadas.

“Há evidências de que começam a se cristalizar alguns riscos. O panorama atual para a estabilidade financeira é desafiante”, afirmou o Banco da Inglaterra, que anunciou medidas para animar o que os bancos sigam concedendo empréstimos.

A libra, a mais afetada pela especulação dos mercados frente ao potencial retrocesso que poderia sofrer a economia britânica, chegou a um valor abaixo de 1,31 dólares pela primeira vez desde 1985, e atualmente apresenta um valor 12% menor do que os índices anteriores a votação.




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