Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Texto da Reforma da Previdência votado: as centrais devem colocar mais de 100mil em Brasília

Na tarde dessa terça teve continuidade a sessão da comissão especial da Câmara dos Deputados que termina de votar os destaques ao texto da Reforma da Previdência, de relatoria do deputado Arthur Maia (PPS-BA).

Iaci Maria

Estudante de Pedagogia da PUC-SP

terça-feira 9 de maio de 2017| Edição do dia

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O texto de Arthur Maia já havia sido aprovado na última semana nessa comissão especial, com 23 votos a favor e 14 contra. Na tarde dessa terça, os deputados reuniram-se para concluir a análise do texto e votar os destaques à proposta.

Entre os destaques que estavam sendo votados, incluía sobre a mudança na idade mínima de aposentaria, as regras de transição, sobre os trabalhadores rurais e referentes aos acidentes de trabalho, entre outros. A única alteração que foi aprovada foi a retirada do texto do governo a mudança no julgamento de benefícios previdenciários decorrentes de acidente de trabalho.

A aprovação desse texto na comissão especial é mais um passo rumo à sua aprovação, o último antes que a reforma vá à votação na Câmara dos Deputados, em dois turnos. Ou seja, após hoje, os golpistas e seu governo ganham o aval para colocar em primeira votação a retirada do nosso direito de não trabalhar até morrer. O presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) declarou que o Palácio do Planalto quer garantir a votação em plenário entre os dias 24 e 31 de maio.

Para que a reforma seja aprovada na Câmara, é preciso 308 votos favoráveis, entre os 513 deputados da casa. É ainda de conhecimento geral que os golpistas não possuem ainda a quantia mínima de votos, mas Arthur Maia já declarou nessa segunda que garante que haverão 330 votos favoráveis, e que após essa aprovação, dificilmente a reforma será barrada ou mesmo sofrerá mudanças no Senado. Para garantir esses votos entre os deputados, já viemos mostrando aqui todos os planos de compras de políticos e empresários por Michel Temer, que vem distribuindo MPs, perdoando dívidas bilionárias de ruralistas e apelando com propagando na TV aberta em horário nobre, para tentar convencer a população – que diga-se de passagem rejeita não apenas a reforma, como o próprio governo.

Se Temer precisa comprar apoio parlamentar e mentir para a população, não é essa a hora de barrar as reformas e derrubar seu governo?

O dia 28 de abril foi uma importante mostra da força da classe trabalhadora. Na maior greve geral das últimas três décadas, os trabalhadores entraram na cena política e fizeram uma enorme paralisação nacional, escancarando seu rechaço às reformas e retiradas de direitos do governo golpista de Temer.

O dia 24 de maio está sendo convocado o #OcupaBrasília, uma grande marcha à Esplanada para ocupar a capital do país e barrar cada um dos ataques desse governo contra nossos direitos. Para que essa ida à Brasília seja real e efetiva, é preciso que construamos comitês de base em cada local de trabalho e estudo, que movimente trabalhadoras e trabalhadores para fazer desse ato uma jornada histórica, parte de um forte plano de lutas que envolva outras diversas iniciativas que preparem uma forte greve geral que pare o país até derrubar as reformas e governo Temer.

A reforma da previdência deu mais um passo no sentido à sua aprovação. Assim se faz ainda mais urgente que as centrais sindicais coloquem já à disposição milhares de ônibus em todo o país, assim como dê todo apoio em cada local de trabalho para possibilitar a ida de todos a Brasília. Para fortalecer a ocupação de Brasília, este dia 24/5 deveria ser também um dia de fortes paralisações em todo o país. Não basta tentar pressionar os parlamentares, para garantir nossos direitos é preciso dar continuidade a um plano de luta, que culmine numa greve geral para derrubar as reformas e o governo golpista.

Para saber mais: Sejamos mais de 100 mil em Brasília no dia 24 com comitês de base e por nova greve geral




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