Sociedade

POLÍCIA ASSASSINA

Testemunha do assassinato de jovem na favela do moinho é pressionada pela polícia

Depois da tortura e morte de um jovem de 18 anos que morava na favela do moinho, uma testemunha, a dona de casa Lucimar Oliveira de 30 anos, disse que sofreu pressão de policiais militares para tentar justificar as atrocidades cometidas por eles.

quinta-feira 29 de junho| Edição do dia

Lucimar contou ao jornal Folha de S.Paulo que estava se arrumando para levar as filhas, quando foi surpreendida com a entrada de Leandro e dos policiais na sua casa, ela foi impedida de ficar por perto e só viu quando o jovem saiu da sua casa numa maca, já desacordado. Lucimar ainda conta que se sentiu pressionada porque os policiais da ROTA com insistência queriam que ela dissesse que Leandro estava armado ou traficava drogas.

Ela foi levada sozinha, pois não teve o direito de ter seu companheiro de acompanhante, para o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), lá foi interrogada com as mesmas perguntas dos policiais, para assim buscarem uma justificativa absurda para a tortura e morte do jovem.

A tortura e morte de Leandro está totalmente ligada aos planos de Dória, de “limpeza da cracolândia”, já que os moradores da favela do moinho são perseguidos pela polícia, com a justificativa de que é de lá que sai drogas à cracolândia. Com o discurso de “guerra às drogas” a polícia racista continua perseguindo, encarcerando, torturando e assassinando jovens pobres e negros, pelo simples fato de estes existirem.

A polícia e judiciário racista, que condenou Rafael Braga há 11 anos de prisão, Dória, Alckmin e Temer, com suas reformas que atacam ainda mais os pobres e negros, também são culpados pela morte de Leandro e não vamos descansar um dia sequer enquanto não vingarmos as mortes de todos esse jovens e não derrotarmos os planos de precarização do nosso futuro.




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