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TERREMOTO MÉXICO

Terremoto de 7,1 graus abala o México e deixa ao menos 80 mortos

Um forte terremoto de 7,1 graus na escala Richter foi registrado nesta terça-feira, 19, no México apenas 12 dias depois de um tremor de 8,2 graus atingir a costa sul do México.

terça-feira 19 de setembro| Edição do dia

Pessoas são removidas dos escombros nas buscas para encontrar possíveis vítimas. Foto: Omar Torres/AFP

Com informações das Agências EFE/AFP/Reuters

O tremor deixou ao menos 80 mortos, 42 deles no Estado de Morelos. Ao menos 11 pessoas morreram no Estado de Puebla. O governador do Estado do México, Alfredo del Mazo, disse que as outras 16 vítimas morreram na capital, mas havia pessoas presas em vários edifícios que desmoronaram.

De acordo com o governador de Morelos, Graco Ramírez, o maior número de vítimas foi registrado no município de Jojutla, onde 12 pessoas morreram.

O fenômeno sacudiu edifícios e causou pânico, levando as pessoas a correr para as ruas. O tremor ocorreu no mesmo dia em que se completa 32 anos do terremoto de 8,1 graus que deixou ao menos 10 mil mortos na capital mexicana. No momento do terremoto, várias pessoas participavam justamente de um treinamento para aprender a lidar com sismos.

O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, acionou o Comitê Nacional de Emergências e informou que ao menos 27 edifícios desabaram na Cidade do México. Ele cancelou um evento em Oaxaca e sobrevoria de helicóptero a capital para acompanhar a situação. Segundo informações preliminares, os edifícios afetados ficam nos bairros Condesa, Roma, Del Valle, Navarte, Centro, Coyacán e Xochimilco. Um edifício também desmoronou na tradicional Zona Rosa da capital.

Equipes de resgate escavavam entre os escombros das construções em busca de vítimas. Curiosos aplaudiram quando uma mulher foi retirada de um edifício que ruiu e os socorristas logo pediram silêncio para tentar ouvir pedidos de socorro. Fachadas de prédios também ruíram sobre pedestres e carros, muitos com pessoas dentro.

O abalo causou cortes no fornecimento de energia, vazamento de gás, interrupção no serviço de telefonia e a suspensão do funcionamento do metrô.

No sul da capital, em Coyacán, a Igreja de São João Batista sofreu danos em uma de suas torres e a paróquia de São Bernardino, em Xochimilco, desabou. Nesse bairro, um vídeo nas redes sociais mostrava o forte movimento das águas dos canais. Uma forte onda foi de um lado a outro, revolvendo as tradicionais águas onde moradores e turistas passeiam em barcos enfeitados.

Em todas as zonas afetadas pelo tremor houve danos nos edifícios. As sacadas de alguns se desprenderam com o intenso movimento telúrico. As aulas foram suspensas, assim como a sessão da Bolsa de Valores, para garantir a segurança. O serviço de emergência informou que o Aeroporto Internacional Benito Juárez suspendeu as operações após o abalo, pois teria registrado rachaduras no chão.

O Centro Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês) estimou a magnitude do tremor em 7,1, enquanto o Instituto Sismológico do México o calculou em 6,8, e informou que o epicentro foi registrado 7 km a oeste de Chiautla de Tapia, entre o Estado de Puebla e o de Morelos.

Luis Felipe Puente, coordenador nacional de Proteção Civil da Secretaria de Governo disse que os protocolos de atenção e resposta haviam sido ativados. Pouco depois, o Departamento de Proteção Civil mexicano informou que vários incêndios foram reportados em diversos prédios da Cidade do México após o tremor.

"Estou consternada, não consigo conter o choro, é o mesmo pesadelo de 1985", disse Georgina Sánchez, de 52 anos, que chorava em uma praça. No dia 19 de setembro de 1985, um terremoto matou mais de 10 mil pessoas na Cidade do México.

Este tremor foi sentido com mais força que o do dia 7 de setembro, o mais poderoso desde 1932 no México, que deixou 98 mortos no sul do país - 78 em Oaxaca, 16 em Chiapas e 4 em Tabasco.




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