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Terceiro dia de julgamento e TSE fortalece tendência a não cassar Temer e apoiar reformas

Nessa quinta, 8, ocorreu o terceiro dia de julgamento no TSE que pode cassar o mandato de Michel Temer. Foram sessões pela manhã, tarde e noite, se encerrando por volta das 20h. O julgamento será retomado na sexta, às 9h, e deve ser concluído até o final do dia.

Iaci Maria

Belo Horizonte

quinta-feira 8 de junho| Edição do dia

Foram cerca de 8 horas de julgamento dividido em sessão pela manhã, tarde e início da noite.

O dia foi marcada por diversos embates e trocas de farpas entre as duas alas do Judiciário. De um lado, o relator Benjamin Herman liderava a minoria no sentido de que é necessário cassar a chapa e o mandato de Temer. Herman terminará de ler seu voto apenas na retomada do julgamento na sexta, mas já sinalizou seu posicionamento a favor da cassação.

Segundo o relator, houve abuso de poder político e econômico da chapa em 2014. Ele elencou três elementos que, em sua visão devem levar à cassação da chapa: o pagamento de propina com recursos da Petrobras aos partidos oriundo de contrato com empreiteiras, o pagamento de US$ 4,5 milhões aos marqueteiros João Santana e Mônica Moura por meio da offshore Keppel Fells, e propinas a partidos decorrentes de contratos de sondas da Sete Brasil.

De outro lado, estava a ala liderada pelo presidente do TSE Gilmar Mendes, que está do setor majoritário dos ministros, que batalha para que Temer se mantenha no cargo.

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Uma grande polêmica que tomou boa parte do julgamento foi a respeito se as informações oriundas das delações da Lava Jato poderiam ou não ser utilizadas como provas. O Planalto saiu vitorioso nessa votação que, com Gilmar Mendes à frente, terminou 4 à 3, sendo a maioria favorável à não utilização das informações fornecidas pela Odebrecht.

O julgamento foi encerrado antes do previsto e o final da leitura do voto do relator Benjamin Herman ficou para a manhã de sexta, 9, quando for retomado às 9h. O julgamento está previsto para se encerrar até o final do dia.

São 4 dias de julgamento em que, na realidade, o que está em disputa não é se a chapa Dilma-Temer cometeu alguma ilegalidade durante as eleições, e sim qual setor da burguesia oferece a melhor saída para que as reformas e ataques sejam aprovadas com mais rapidez e a crise seja descarregada nas costas dos trabalhadores com maior eficiência para a burguesia. Não será pelas mãos da Justiça que poderemos derrubar as reformas e o governo Temer, é preciso que os trabalhadores e a juventude tomem essa luta em suas mãos.

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