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CHILE

Terceira manifestação contra o regime privado da aposentadoria no Chile (AFP)

Milhares de trabalhadores, aposentados, mulheres e jovens marcharam contra o modelo privado de aposentadorias AFP em quase todas as cidades do país. A terceira mobilização nacional, ante-sala da Paralisação Nacional de 4 de novembro.

terça-feira 18 de outubro| Edição do dia

Às 11 horas de domingo começaram as marchas em 50 cidades do país para manifestar-se pelo “Não à AFP” [No + AFP]. As mobilizações foram convocadas pelo movimento do mesmo nome e outras organizações sociais e sindicais, que há semanas vêm organizando a marcha. Cerca de 50.000 pessoas se manifestaram em Santiago, segundo os organizadores.

Sobretudo por causa da chuva, reduziu-se a quantidade de gente presente em comparação às grandes manifestações passadas. No entanto, destacaram-se os sindicatos e foi reafirmado o chamado à Paralisação Nacional para sexta-feira, 4 de novembro.

As principais cidades onde se reuniram milhares de pessoas foram Arica, Antofagasta, Calama, La Serena, Valparaíso, Santiago, Los Angeles, Concepción, Chillán, Temuco, Puerto Montt e Punta Arenas, entre muitas outras. Os manifestantes expressaram sua indignação contra o sistema de pensões e o verdadeiro roubo que significa a AFP.

Apesar da chuva que caía desde o centro até o sul do país, os manifestantes marcharam com cartazes, camisetas, bonés, bandeiras e gritos para expressar “Chega de AFP, chega de AFP, estamos cagados por culpa de José”, aludindo a José Piñera, um dos responsáveis por implementar este sistema durante a ditadura.
Outro dos gritos que se escutou com força nas distintas cidades foi o de “Avançar até a paralisação nacional”, que está convocada para o próximo 4 de novembro.

Entre os sindicatos presentes: além da Coordenadora NO+AFP e a Confederação de Sindicatos Bancários, estava o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Construção (SINTRAC), Sindicato dos Funcionários da Universidade Diego Portales, Federação Nacional de Trabalhadores da Saúde (FENATS) do Hospital Barros Luco, Sindicato BCI n° 1, Sindicatos Komatsu Zona Norte Industrial de Santiago. Professores, trabalhadores da saúde e coordenadoras NO+AFP de diversos locais, assim como organizações de esquerda.




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