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SÃO PAULO

Temporal deixa trabalhadores de São Paulo ilhados enquanto Doria passeia em Dubai

segunda-feira 10 de fevereiro| Edição do dia

Na madrugada desta segunda-feira, 10/02, a cidade de São Paulo foi atingida por um forte temporal, deixando todas as regiões em estado de atenção para alagamentos segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas de São Paulo (CGE-SP). Nesta segunda, as chuvas ainda afetam o funcionamento do transporte público na capital paulista e travavam algumas das principais vias da capital, levando a população grande transtorno para se locomoverem até seus locais de trabalho, como se não bastasse a precariedade dos transportes públicos de São Paulo, a displicência dos governantes, levam mais esse fardo na manhã de segunda a população.

Segundo o CGE, a cidade tinha 76 pontos de alagamentos, sendo oito transitáveis e 68 intransitáveis. Às 9h, o número baixou para 56 pontos de alagamentos, sendo 51 intransitáveis e 5 transitáveis. A Marginal Tietê, na região da ponte da Casa Verde, foi totalmente interditada por volta das 5h30 após transbordar, na mesma via, também houve transbordamento do rio na altura da Ponte do Piqueri.

Na Marginal Pinheiros, houve transbordamentos junto às pontes Cidade Universitária e Jaguaré, que deixaram os trechos intransitáveis. A região do Cebolão, que liga as duas marginais com a Rodovia Castello Branco, também foi totalmente paralisada por volta das 05h30.

Frente a todos os pontos intransitáveis, toda paralisação dos transportes por alagamentos em vias e linha férreas, vale ressaltar que o Corpo de Bombeiros foi acionado para 24 casos de desabamento, 245 para enchentes e 27 para queda de árvores, até o momento não há vítimas.

Logicamente há vítimas diante ao caos instalado na Cidade de São Paulo nesta segunda-feira, que nada mais é a classe trabalhadora e residentes principalmente de periferias que tem seus lares derrubados por alagamentos provocados pela chuva que os governantes de São Paulo não dedicam nem um terço do seu precioso tempo para sanar essa debilidade governamental que se expressa em desabamentos, alagamentos, perdas e danos. Enquanto moradores de periferia em conjunto com a classe trabalhadora sofrem os agravos dos desabamentos e alagamentos tendo esse fardo já na primeira hora do dia enquanto isso, João Dória reúne-se em Dubai com a corja capitalista afim de conseguir investidores para o Brasil, especialmente para o Estado de São Paulo, com a ideia de inaugurar escritório em Dubai para fomentar os negócios e comércio entre os dois países. Segundo Dória o pais é importante e estratégico para exportações.

Frente a essa passagem em Dubai, Dória expressa qual é o seu real interesse, que nada mais é aliança com outros países em busca de lucro, enquanto o conjunto da classe trabalhadora, padece perdendo seus lares e tendo transtorno em transporte público já precarizado e com valores altíssimos com alagamentos das vias e linhas férreas, levando a descontos salarias e stress em seus postos de trabalho.

Doria mostra que pouco se importa com a população e deixa claro que não lembra da emblemática enchente que houve em 2009 na Zona Leste de São Paulo na região próxima ao Rio Tietê que durou 3 meses, sendo a mais demorada entre todas as outras que ocorreram em escalas menores, deixando diversas pessoas desabrigadas e frente a esse desastre nenhuma ação governamental foi tomada para preparar ou sanar esse problema crucial para a população. Varias promessas foram feitas e nenhuma obra foi iniciada desde então. Para Dória e os capitalistas o dia a dia do trabalhador não tem importância, mais vale o lucro que eles podem ter, em cada gota de suor que escorre na testa do trabalhador e trabalhadora, jovem, negro, de periferia do que ações que possibilitem a melhoria de vida da população.

É fundamental que as autoridades preparem um plano de obras emergenciais para lidar com essa situação em geral objetivando medidas que venham evitar que situações como as de hoje venham a se repetir no dia da classe trabalhadora.




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