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Temperatura do ar perto da superfície da Terra atinge novo recorde

Segundo análise dos registros meteorológicos do Copernicus Climate Change Service da Europa, operado pelo Centro Europeu de Previsão de Tempo de Médio Prazo (ECMWF), julho de 2016 tem o recorde no aumento da temperatura do ar perto da superfície da Terra desde o início do registro de dados.

Rafaella Lafraia

São Paulo

quarta-feira 10 de agosto| Edição do dia

Com a análise e o acompanhamento histórico dos registros de dados meteorológicos do Copernicus Climate Change Service da Europa, operado pelo Centro Europeu de Previsão de Tempo de Médio Prazo (ECMWF), verificou-se que os últimos 12 meses foram os mais quentes desde os registros de dados (iniciado a partir do século XIX). Mas, dentre este período, o mês de julho deste ano foi o mais quente de todos, já que o valor absoluto médio da temperatura do ar perto da superfície da Terra atingiu um novo recorde, tendo um desvio de 0,5° C ainda mais quente que a média do mês entre 1981 e 2010.

Este aumento da temperatura já havia sido observado antes, entre agosto de 1997 e julho de 1998, mas o aumento da temperatura neste período foi decorrente do evento conhecido como "El Niño", em que a atmosfera foi aquecida por uma onda excepcional de calor do Oceano Pacífico tropical. Apesar do evento 1997/98 ter sido, em geral, um pouco mais forte, as temperaturas médias do ar, durante o período mais recente, foram maiores. Acredita-se que este aumento esteja relacionado com a progressão do aquecimento global.

Para Jean-Noël Thépaut, diretor chefe do Copernicus Climate Change Service, os recordes extremos são o resultado de um coquetel: o fenômeno climático e a atividade humana. As temperaturas são superiores à média na grande maioria das massas de terra e mar. Ele ainda acrescenta que estamos vendo o preço pago pelos homens pelas condições mais quentes com os incêndios relatados e a alteração do meio ambientes. Juan Garces de Marcilla, diretor do Copernicus Services no ECMWF, acrescenta que além continuar reduzindo as emissões, em particular no contexto do acordo da Paris Climate Change, compete aos políticos utilizarem do monitoramento e das informações preditivas fornecidas para planejar medidas de resiliência a fim de adaptar e mitigar o impacto das mudanças climáticas sobre a indústria e o público.

Estes dados comprovam como a forma danosa de exploratória dos recursos naturais está alterando as condições climáticas terrestres e que esta forma de exploração descontrolada é mantida, apesar de dados científicos e de desastres ambientais, pois é a que garante a sede do lucro da burguesia, enquanto a maior parte da população – a classe trabalhadora – sofre com as consequências destas alterações. Como já abordado aqui, acordos de conferencias entre representantes imperialistas e a crença de que políticos irão controlar a forma de exploração dos recursos naturais, nada mais é do que um discurso bonito, mas que nada realmente será feito. A mudança virá com o fim deste sistema exploratório que é o sistema capitalista.

Com informações da Agência do Estado




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