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Temer vende 3 distribuidoras da Eletrobrás e comemora com bolo no Planalto

Com a venda das três distribuidoras da Eletrobrás chegou a 100 o número de projetos leiloados pelo golpista Michel Temer.

sexta-feira 31 de agosto| Edição do dia

Kim Kyung Hoon / Reuters

Já são 100 projetos leiloados pelo golpista Michel Temer. A cereja do bolo foi a venda de três distribuidoras de energia da Eletrobrás, concretizada ontem. Aliás, haverá celebração hoje no Palácio do Planalto, com direito a festividades e bolo.

Já foram rifados aeroportos, terminais portuários, usinas hidrelétricas, linhas de transmissão de energia e as distribuidoras em leilões que geraram 43 bilhões em outorgas (pagamento fixo que a concessionária faz ao longo da concessão pelo direito de explorar um bem público).

Hoje será publicado o edital de sua primeira Parceria Público Privada, a PPP. A disputa se dará pelo novo sistema de comunicação do controle de tráfego aéreo e a empresa vencedora ficará responsável pelo fornecimento e gestão da infraestrutura, recebendo pagamento das empresas usuárias e uma parte da União. O leilão está previsto para 18 de novembro e a empresa que concordar em receber o menor pagamento dos cofres públicos será a vencedora.

Hoje esse serviço é prestado à Aeronáutica a partir de 68 diferentes contratos. Com a PPP, será apenas um. Ou seja, mais desemprego à vista.

Também em novembro Temer pretende leiloar estradas, com a Rodovia de Integração do Sul e em dezembro, a concessão da Ferrovia Norte-Sul.

O leilão pode ou não ocorrer pois existem restrições apresentadas pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União. Contudo, o secretário de Coordenação de Projetos do PPI, Tarcísio Freitas afirmou que os pontos de dúvida já foram discutidos com o ministro relator do caso no TCU, Bruno Dantas. Haverá sessão para avaliação dos estudos sobre o leilão no dia 13 de setembro. Somente após isso o edital poderá ser publicado.

Ontem foi aprovada pelo STF a terceirização irrestrita, por 7 votos a 4. Tal medida, aliada com os leilões e a completa arbitrariedade do judiciário, aprofundam ainda mais o golpe institucional, com objetivo claro de que seja a classe trabalhadora a pagar pela crise. São medidas que beneficiam exclusivamente os lucros das grandes empresas e dos patrões, relegando às mulheres, negros, jovens e à população pobre ainda mais precarização e exploração.




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