Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Temer vai à Davos para contar aos capitalistas a sua batalha cotidiana pelo fim da previdência

O presidente Michel Temer, durante seu discurso no fórum de Davos, nesta quarta feira na Suíça, disse que seu governo está batalhando para aprovar a Reforma da Previdência.

quarta-feira 24 de janeiro| Edição do dia

Temer chegou terça-feira no país para o fórum que acontece todos os anos e reúne diversas lideranças políticas mundiais para discutir os rumos que a burguesia pretende aplicar para a economia e desenvolvimento mundiais.

O presidente comentou em seu discurso a respeito das medidas que está tomando, segundo ele, para “resolver” o problema econômico que o Brasil vem enfrentando, e garantiu que seu governo está batalhando noite e dia em busca da aprovação da Reforma da Previdência, já que por se tratar de um ataque tão profundo à classe trabalhadora brasileira, ele está enfrentando dificuldades para legitimá-la. Entre os esforços de Temer, não é possível se esquecer da escandalosa oferta de 30 bilhões que o presidente anda fazendo para deputados em troca de votos na reforma.

Temer quer dar mais R$30 bilhões para deputados se reelegerem em troca de votos na Reforma

Temer respondeu em seu discurso perguntas feitas pelo fundador do Fórum, Klaus Schwab e disse que “o povo brasileiro percebeu que o atual sistema é insustentável”, nisso o presidente tem razão, uma vez que a profunda crise econômica que enfrentamos no Brasil está deixando milhares de pessoas sem emprego e as reformas ilegítimas do governo, assim como a própria presidência, conquistada através de um golpe institucional fazem com que Temer seja o presidente com maior nível de reprovação da história.

Michel Temer também comentou sobre as eleições que ocorrerão este ano e disse não haver alternativas para seu plano de ataques por parte dos principais atores políticos do momento, nisso também Michel não falta com a verdade, uma vez que as principais figuras dos partidos da ordem tem como interesse em comum atacar os direitos da classe trabalhadora mesmo que isso signifique arrancar o direito à aposentadoria, fazendo com que tenhamos que trabalhar até morrer.

Apesar disso, não é verdade que a reforma seja uma realidade inevitável, como o presidente diz. A classe trabalhadora brasileira demonstrou parte do seu potencial de luta a menos de um ano, dia 28 de Abril de 2017, com uma greve geral como ha décadas não se via no país, além disso, nossos irmãos argentinos lutaram no dia 18 de dezembro do ano passado até cair a madrugada exigindo que não se passasse o mesmo formato de Reforma proposto pelo governo de Maurício Macri, a qual só foi aprovada ilegitimamente no meio da madrugada e com um alto custo político para o governo.

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A classe trabalhadora tem potencial de luta para barrar a reforma, para isso, as centrais sindicais tem a obrigação de organizar nos sindicatos uma greve geral para barrar este ataque e revogar a Reforma Trabalhista. A votação da Reforma da Previdência já está marcada há tempos, e essas centrais se limitam a organizar manifestações em defesa de Lula ao mesmo tempo em que fazem campanha dizendo que ele irá acabar com as reformas... com um plebiscito e uma outra proposta de reforma da previdência.

Para se enfrentar com as arbitrariedades do judiciário, que hoje com 3 juízes de Porto Alegre quer ditar em quem a população pode votar em 2018, é preciso organizar os trabalhadores em cada local de trabalho e impor uma derrota às reformas dos golpistas e empresários, e não buscar reconquistar uma aliança como quer o PT e Lula.




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