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Temer tenta encontro com FHC para evitar desembarque de PSDB do governo

O domingo (9) foi de articulação política em Brasília. Temer se reuniu com líderes, ministros, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, tomando a dianteira das articulações politicas para, de um lado, buscar votos para barrar a denúncia por corrução feita a ele no Congresso, e por outro, buscar meios de evitar a saída do PSDB da base aliada do governo.

segunda-feira 10 de julho| Edição do dia

Ontem o presidente Michel Temer buscou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, propondo um encontro para discutir a situação política do país e tentar frear e evitar o desembarque do PSDB, que tem quatro ministros no governo atualmente, da base aliada do governo Temer.

FHC afirmou que vai avaliar em sua agenda a possibilidade de se reunir com Temer até a próxima terça-feira (11), pois está com viagem marcada para a Europa.

O ex-presidente também reafirmou sua posição pela renúncia de Temer e a realização de novas eleições antecipadas para promover uma "trégua nacional" e garantir, dessa forma, o bom andamento da agenda de Reformas que descarregam a crise nas costas da classe trabalhadora.

Sobre a saída do PSDB da base aliada, Fernando Henrique afirmou que não pode se antecipar a uma decisão da sigla sobre a permanência ou não na base do governo Temer, pois o assunto está sendo discutido internamente no partido. Segundo FHC, a posição defendida pelo senador Tasso Jereissati, presidente interino do PSDB, de que a posição do partido "é cada vez mais clara" pela saída do governo, expressa o sentimento da bancada do PSDB na Câmara e do conjunto da sociedade, quando afirma que a situação política está ficando insustentável e avalia que o desembarque do PSDB do governo esta se tornando inevitável.

Conforme o prefeito de São Paulo, João Doria, a questão será debatida no partido em reunião prevista para esta segunda-feira (10) no Palácio dos Bandeirantes, sede do Executivo paulista, com as principais lideranças da legenda, como o próprio FHC, governadores e parlamentares.

Em outra frente, Temer assumiu a dianteira das negociações sobre a acusação de corrupção passiva feita a ele, e chamou Rodrigo Maia no Palácio do Jaburu, residência oficial onde mora o presidente Temer, para acelerar a denúncia contra ele na Câmara.

Jucá, líder do governo no Senado, também se reuniu com Temer e alguns deputados aliados e cobrou Rodrigo Maia para que tome uma posição em relação a esse processo de acusação de Temer - favorável ao presidente, é claro - enquanto presidente da Câmara. Rodrigo Maia afirmou que não chamará votos contrários à defesa de Temer, e apenas isso.

O parecer do relator da denúncia Sérgio Zveiter deve ser entregue hoje na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), e tudo indica que será favorável à autorização de instauração de processo contra Temer.

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