Política

PEC DO FIM DO MUNDO

Temer tem pressa em votar a PEC241 e fará novo banquete para garantir boa votação

Nessa terça-feira, 25, o governo pretende colocar a PEC 241 em votação em segundo turno na Câmara dos Deputados. Essa PEC congela os investimentos públicos, como saúde e educação, por 20 anos. Para garantir quórum suficiente nessa votação (são necessários os votos de 308 dos 513 deputados para aprovar uma PEC), o presidente Michel Temer oferecerá novamente, na noite dessa segunda -feira, um jantar para a base aliada (pago com dinheiro público).

segunda-feira 24 de outubro| Edição do dia

Apesar de muitos deputados estarem envolvidos no segundo turno das eleições em seus redutos políticos, o governo prevê votos suficientes para aprovar a "PEC do fim do mundo". O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou hoje em almoço com representantes do setor privado: "Acho que o ambiente está favorável, tenho certeza que há um convencimento da maioria dos parlamentares, dos deputados, da importância da aprovação do teto para depois entrar na discussão da reforma da Previdência. Acho que tá caminhando para um bom resultado amanhã".

A expectativa do governo golpista é obter uma votação folgada e concluir o mais rápido possível essa votação para que a matéria siga para o Senado. Rodrigo Maia continua: "O importante para a base do governo é ganhar e eu acredito nessa matéria é ter 308 votos. Tudo que for acima desse número será muito bem vindo. A gente espera que possa ter um resultado tão bom quanto no primeiro turno. O importante é a vitória para que a matéria vá ao Senado".

O "ambiente favorável" para Rodrigo Maia e o governo golpista aprovarem esse ataque aos direitos dos trabalhadores e da juventude vem, em grande parte, da passividade das centrais sindicais. Enquanto Temer acelera a votação da PEC 241, e já prepara o terreno para a tramitação no Congresso das reformas da Previdência e trabalhista, CUT e CTB, que dirigem sindicatos que agregam dezenas de milhões de trabalhadores, estão imobilizadas e são parte de barrar lutas operárias. As centrais prometem dias de mobilização e paralisação em novembro, enquanto os ataques vão seguindo seu curso institucional, e o governo investe pesado em propaganda para justificar os cortes e reformas.

Não será com paralisações parciais e pontuais que conseguiremos barrar ataques que aprofundam o neoliberalismo no país, especialmente após o fortalecimento super-estrutural alcançado pela direita com o golpe e o primeiro turno das eleições. Somente com uma greve geral poderemos barrar a PEC que retira o nosso futuro, e as reformas que querem rasgar a CLT e retardar ainda mais o direito à aposentadoria. Exigimos das centrais sindicais, especialmente CUT e CTB, que organizem uma Greve Geral, desde as bases, para lutar contra todos esses ataques.




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