Gênero e sexualidade

HOMOFOBIA

Temer também dá sua contribuição à "Cura Gay" e corta verba para programas de defesa dos LGBT

Daniel Vittor

Secundarista de MG

sábado 30 de setembro| Edição do dia

O governo do presidente Michel Temer (PMDB) reduziu a zero, em 2017, os repasses federais para programas específicos de defesa da comunidade LGBT. O Ministério dos Direitos Humanos confirma essa paralisação e diz que o dinheiro agora está sendo usado para campanhas de conscientização.

O governo dá assim sua "contribuição" ao projeto "Cura Gay", retirando o financiamento a programas de defesa da comunidade LGBT, mostra que não há qualquer hierarquia ao tema para Temer e para o congresso. Pelo contrário, querem atacar, oprimir e invisibilizar os LGBTs. Vetando a educação sexual nas escolas e aprovando o projeto que permite que a homossexualidade seja tratada como doença.

O repasse já vinha diminuindo com o passar dos anos, caindo de R$ 3 milhões em 2008 para R$ 519 mil em 2016. Enquanto o judiciário e a casta política seguem com seus super salários e privilégios, isso acontece em um país recordistas de assassinatos de LGBTs.

Foi denunciado pela ONG GGB (Grupo Gay da Bahia) que, a média de LGBTs mortos por dia é a maior desde 1980, e até o dia 20 de Setembro foram 277 assassinados. Agravando essa estatística, recentemente a justiça federal autorizou psicólogos a tratarem LGBTs como doentes, o que gerou uma onda de manifestações em diversas capitais do país e centenas de fotos em apoio a campanha contra a “cura gay”.

Agora, o governo golpista de Temer reduziu a zero os repasses para programas específicos de defesa da comunidade LGBT. Essa ação, significa retroceder nos direitos da comunidade, nos reservando o serviço marginalizado, os piores postos de trabalho e naturalizando os assassinatos de LGBTs.

Esse governo que avança contra os direitos LGBTs é o mesmo que ataca a classe trabalhadora com a Reforma Trabalhista, Previdenciária e Política, e por isso é necessário um movimento LGBT que lute junto com os trabalhadores contra o projeto da direita de avançar nas opressões e explorações. Nossos corpos são livres, lutemos pela livre construção de gênero e sexualidade, por sermos e amarmos quem quisermos!




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