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Temer sanciona lei que completa a entrega do pré-sal

No sistema anterior, a Petrobras ficava com 30% de cada campo e atuava como operadora única do pré-sal. Agora, não existe mais nenhuma cota mínima de participação da Petrobras.

terça-feira 29 de novembro| Edição do dia

O presidente Michel Temer se apressou para sancionar a lei, apresentada ao Congresso por José Serra, mesmo antes do atual ministro do exterior retornar de Cuba, onde participa das solenidades do enterro de Fidel Castro.

A pressa é decorrência da necessidade de Michel Temer mostrar serviço aos patrocinadores do golpe, para enfrentar o escândalo do apartamento de Geddel. No momento em que o governo começa a sofrer questionamentos dos próprios setores golpistas, vozes como a de Armínio Fraga se levantam para exigir ajustes mais rápidos.

Vale a pena lembrar a origem dessa lei que hoje foi sancionada. Segundo revelou WikiLeaks, desde 2009 José Serra articulava com empresas petroleiras dos EUA a mudança nas regras de exploração do pré-sal. “Deixa esses caras fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava... E nós mudaremos de volta", dizia Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron.

Não que o governo do PT não patrocinasse a entrega do pré-sal e da Petrobras aos interesses estrangeiros. Não o fazia, no entanto, na velocidade e profundidade que as petroleiras exigiam. Ao sancionar a lei, Michel Temer reafirma seu compromisso com esses interesses – no mesmo dia, aliás, que o Senado está votando a PEC que vai limitar os gastos om saúde e educação por 20 anos.

Releia o dossiê do Esquerda Diário sobre o pré-sal, a Petrobrás e os interesses imperialistas por trás da lava-jato




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