Política

MINISTRO DA SEGURANÇA

Temer quer que general responsável por mortes e estupros no Haiti seja novo o ministro

Além de Temer, o ministro da justiça, Torquato Jardim, também defende para o recém-criado Ministério de Segurança Pública o chefe da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) Carlos Alberto Santos Cruz, que chefiou a cínica e racista “missão de paz” no Haiti por três anos.

Maria Eliza

Estudante de Ciências Biológicas na UFMG

terça-feira 20 de fevereiro| Edição do dia

Esse é o novo palpite depois de cogitados Beltrame, ex-chefe da Segurança carioca; Fleury, ex-governador do MDB paulista que ordenou o massacre do Carandiru, e o filho de torturador, general Etchegoyen.

Mesmo não estando concreto que Cruz será o próximo ministro, já dá pra saber quais serão as funções do candidato, que combinam perfeitamente com seu perfil. Ele foi responsável por liderar 12 mil militares em 3 dos 13 anos em que o exército brasileiro ocupou militarmente o Haiti, controlando com muita repressão, assassinatos e estupros a revolta de um povo faminto e extremamente explorado pelo imperialismo. O presidente responsável pelas tropas era Lula.

Temer agora envia tropas para ocupar a República Centro-Africana e ensaia algo parecido no estado em profunda crise do RJ, com uma intervenção federal. Não a toa criou o novo ministério, que inclusive tem validade de um ano, e cogita o nome de Carlos Alberto Santos Cruz.

Leia também: Abaixo a intervenção federal, continuidade do golpe de Temer. Fora as tropas do Rio

Como denuncia Diana Assunção – ex-candidata a vereadora pelo PSOL e dirigente do Movimento Revolucionário de Trabalhadores, MRT: “O ministério tem missões muita claras: ser parte ativa da operação de marketing de dar ao vampiro uma ‘agenda positiva’, ajudar a esconder ou encobrir as malas de dinheiro ‘que nada provam’ como diz o chefe da Polícia Federal Fernando Segovia, e organizar a repressão contra manifestações.”

Ainda “outros objetivos não declarados mas reais desse ministério são: aprofundar a intervenção de Temer nas forças policiais e de investigação, blindando-o de investigações, como tem conseguido com Segovia e dar novo marco legal, autoritário, com superpoderes para tentar conter o potencial de revolta popular que se mostrou no Carnaval. Quando houve a manifestação de 24 de Maio em Brasília exigindo a retirada das reformas, Temer não hesitou aplicou a "garantia da lei e da ordem" contra as manifestações, e agora depois de um carnaval de revolta e alegria que tirou gritos entalados da garganta, Temer deu superpoderes a um general no Rio.”

Isso mostra, mais uma vez, os objetivos reacionários de Temer. As centrais sindicais devem chamar uma greve geral já contra esses ataques descarados dos golpistas!




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