Política

TEMER REJEITADO

Temer quer “puxador de palmas” para aplaudir seus ataques aos trabalhadores

No final da manhã dessa quinta aconteceu a cerimônia na qual o Temer anunciou a implementação do Programa de Concessão de Aeroportos, que pode também ser chamada também de festa da venda dos aeroportos para o capital estrangeiro. Um evento recheado de “pérolas” do presidente golpista, que ficou tristinho por não ser aplaudido, mas não exitou em declarar que quer aprovar mais 3 reformas – mesmo já sendo odiado pelos ataques já aprovou.

Iaci Maria

Belo Horizonte

quinta-feira 27 de julho| Edição do dia

Foto: Beto Barata/PR

Os quatro aeroportos que foram oficialmente vendido hoje, foram leiloados no dia 16 de março. A alemã Fraport arrematou os aeroportos de Fortaleza e Porto Alegre, a francesa Vinci ficou com Salvador e a Zurich, que já é sócia da concessão do aeroporto de Confins, ficou com Florianópolis. Juntos, os lances oferecidos em leilão somaram R$ 3,72 bilhões. Os investimentos previstos somam R$ 6,61 bilhões.

Temer chegou à cerimônia acompanhado dos seus aliados, os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha; da Secretaria-geral da Presidência, Moreira Franco; e dos Transportes, Mauricio Quintella.

O presidente golpista discursou cerca de uma hora após sair o resultado do Ibope, que revelou que Temer tem a pior avaliação presidencial dos últimos 30 anos, sendo rejeitado por 95% da população. Mas ele não podia simplesmente abaixar a cabeça frente a sua enorme rejeição: disse sentira falta de aplausos da plateia e teve a coragem de pedir um “puxador de palmas”, já que nem mesmo em evento com seus aliados, que marca mais um passo na venda do país ao capital estrangeiro, ele consegue ser minimamente ovacionado.

Mas aproveitando sua rejeição, Temer ainda declarou que fará todos os esforços para garantir a aprovação das reformas da previdência, tributária e política até o final de seu mandato. Declarou que se consegue as aprovações, então seu governo não passará em branco.

O que Temer parece não ver é que seu governo já não passará em branco, já que é um governo golpista, com a maior rejeição dos últimos 30 anos e que trabalha para atacar os direitos dos trabalhadores e, hoje mesmo, cortou mais de R$7 bilhões em investimentos para moradia e transportes.

Não passará em branco também pelo motivo contrário ao que ele reivindica. Esse governo pode ser aquele que será lembrado por ter sido o momento em que trabalhadoras e trabalhadores se organizaram e fizeram o presidente recuar. É possível e urgente anular a reforma trabalhista, já aprovada, e derrubar as reformas que Temer ainda quer aprovar.

Como declarou Diana Assunção no editorial do Esquerda Diário dessa quinta, 27, “É nossa tarefa batalhar pela imediata anulação da reforma trabalhista, denunciando amplamente a vergonhosa traição e boicote das grandes centrais sindicais que terminaram abrindo espaço pra este ataque que significa destruir o futuro da juventude, devastar a vida das trabalhadoras negras no nosso país que ganham 40% a menos que os trabalhadores brancos e acabar com décadas de luta operária por melhores condições de trabalho. Mostrar que nossas vidas valem mais que o lucro deles, e por isso exigimos o fim do pagamento da dívida pública e reforma agrária radical que acabem com a subordinação ao capital estrangeiro, nenhuma demissão, redução da jornada de trabalho sem redução salarial, efetivação de todos terceirizados sem necessidade de concurso ou processo seletivo, salário mínimo do DIEESE e igualdade salarial. Grandes empresas como a Odebrecht e a JBS devem ser expropriadas e estatizadas, sob controle dos trabalhadores. Essas e outras demandas, batalhamos como parte da defesa de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, que anule a PEC 55, a lei da terceirização, a reforma trabalhista e a reforma da previdência ainda não aprovada. Mas que avance pra questionar todos os projetos da burguesia brasileira que querem descarregar a crise sobre nossas costas. Por tudo isso, é preciso uma nova greve geral já."

Saiba mais, leia aqui o editorial de Diana Assunção: Conclusões da greve geral e as tarefas da esquerda revolucionária




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