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Temer pede socorro na área de comunicação ao MBL, os "apolíticos" estão em promoção?

O governo golpista de Michel Temer está chamando todos os movimentos que apoiaram o golpe institucional para ajuda-lo a pensar na melhor forma de vender a reforma da previdência e trabalhista para a população. Um dos líderes do Movimento Brasil Livre, que é secretário do Programa de Parceiras de Investimento, mas ocupa espaço maior na área de comunicação foi chamado.

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

segunda-feira 26 de setembro| Edição do dia

Segundo um integrante do governo golpista, a ideia é aproveitar a "expertise da mobilização, a sensibilidade, o fato de o Movimento Brasil Livre estar sentido o pulso das ruas ‘’ para que estes possam formular uma politica de comunicação de propostas, inclusive nas redes sociais. Renan Santos diz não saber ainda se haverá encontro com o governo golpista na próxima semana, mas afirma que não acha uma má ideia o movimento ajudar o governo federal.

É visível que o governo golpista de Temer está encontrando enormes dificuldades para impor suas medidas impopulares contra os trabalhadores e os demais setores populares da sociedade. O principal motivo desta dificuldade é que os golpistas sabem muito bem, que caso estas medidas forem impostas haverá muita luta por parte dos trabalhadores e demais setores populares da sociedade.

Frente esta dificuldade, o governo de Temer pede uma ‘’ajuda’’ ao MBL para aplicar os ataques contra os trabalhadores e os demais setores populares da sociedade. Ao contrário dos discursos hipócritas de Kim e Holiday de que o movimento saiu ás ruas contra a corrupção, estes grupos políticos golpistas estão a serviço de cumprirem um papel de papagaios de facebook para legitimar os ataques contra os trabalhadores e demais setores populares da sociedade.

Temer sabe que se ele não conseguir impor os ataques contra os trabalhadores e os demais setores populares da sociedade, os tucanos e a Lava Jato certamente irão avançar contra o seu governo. Contar com o apoio do MBL, significa ter ao seu lado um movimento que é financiado pela empresa dos irmãos Koch.

Na pagina de Facebook do movimento, existe um vídeo de Kim defendendo os ataques aos direitos trabalhistas e atacando os sindicatos. Neste vídeo, o líder do MBL tem a hipocrisia de afirmar que os trabalhadores não vão ser afetados pela "reforma trabalhista’’ e que os sindicatos estão se posicionando contra estas medidas porque vão perder o imposto sindical.

Sabemos que por trás dos bastidores existe um acordo entre o governo golpista e o Movimento Brasil Livre. Uma das expressões mais vivas deste acordo, é a foto onde pessoas do movimento estavam juntos com Eduardo Cunha e outros políticos corruptos para negociar o impeachment da Dilma. Sabemos também que é prática deste movimento, fazer suas negociatas com parlamentares no gabinete, ao passo que se declaravam "apolíticos", até lançarem candidatos pelo hiper-direitista PSC de Bolsonaro e pelo DEM, partido herdeiro da ARENA da ditadura. Se o atual regime é marcado pela prática do suborno, não podemos esperar que as negociatas que este movimento faz não tenha envolvimento de dinheiro, como eram as "bolsas" que recebiam dos partidos golpistas.

Contra o MBL e o governo golpista que juntos querem atacar os trabalhadores, é preciso que a CUT e CTB rompam com a sua paralisia e construam efetivamente uma greve geral em seus bastiões, baseando-se em assembleias e métodos democráticos que permitam a participação dos trabalhadores, única forma de organizar um verdadeiro plano de guerra contra os ataques planejados.




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