Temer pede autorização para prender quem quiser e sitiar bairros com mandados coletivos

segunda-feira 19 de fevereiro| Edição do dia

Mais um absurdo autoritário do governo Temer e uma carta branca para o exército e a polícia aterrorizarem impunemente a população nos morros e favelas. Dessa vez, é uma monstruosa violação dos direitos humanos sob a forma de “mandados coletivos de prisão, busca e apreensão” para que exército e polícia utilizem, que Temer anunciou que pedirá ao Judiciário. Na prática é uma medida autoritária totalmente ilegal, em que o Judiciário emite um mandado para toda uma região ou bairro, dando o direito dos soldados invadirem as casas da população, intimidando, ameaçando, agredindo os moradores das comunidades. Com isso sitiará as comunidades ao seu bel prazer.

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A elaboração dessa proposta nefasta partiu do general Eduardo Villas Boas, comandante do exército, e já foi aplaudida pelo ministro da Defesa do governo golpista Raul Jungmann. As ações contra bairros inteiros seriam realizadas pelas tropas do exército e das polícias. O número de mortos oficiais pelas mãos da polícia em 2017 foi de 1035 pessoas. Com essas medidas, que atacam brutalmente os direitos democráticos elementares dos moradores das comunidades, esse número não só tende a se elevar, como ainda se ampliam ainda mais a já escandalosa impunidade que reina quando há assassinato de trabalhadores e do povo pelas mãos da polícia.

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“Mais uma medida que mostra a violência sem limites que Temer quer impor contra a população do Rio, que não estará a salvo das botas do exército e da polícia nem mesmo dentro de suas próprias casas, que a qualquer momento poderão ser violadas por soldados armados sob qualquer pretexto (ou nenhum pretexto, já que o próprio mandado já “justifica” a invasão das casas sem maiores explicações). É inadmissível!”, afirmou Carolina Cacau, do Esquerda Diário, professora da rede pública e estudante da UERJ. “Precisamos unir as forças dos trabalhadores, do povo negro e de todos os que são contra essa inadmissível intervenção federal, para exigir imediatamente fora as tropas do Rio de Janeiro!”.

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