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INCÊNDIO MUSEU NACIONAL

Temer pede ajuda de bancos privados para maquiar responsabilidade pelo Museu Nacional

Após o Museu Nacional ter tido o seu fim trágico neste domingo, Temer buscou lavar a cara do destino que seu governo deu ao mais importante instituto científico do país prometendo arrecadar fundos com a iniciativa privada para reconstrução do prédio.

segunda-feira 3 de setembro| Edição do dia

O Palácio do Planalto anunciou na tarde desta segunda-feira, 3, a criação de uma rede de “apoio econômico” para a reconstrução do Museu Nacional, destruído em um incêndio neste domingo, levando consigo irrecuperáveis itens históricos e científicos.

Em nota, o governo informa que a rede será formada por entidades financeiras e empresas públicas e privadas, dentre elas responsáveis indiretas pelo incêndio: Febraban, Bradesco, Itaú, Santander, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Vale e Petrobras.

Todos esses bancos privados são os principais dealers da dívida pública, mecanismo que suga a verba anual do Museu Nacional a cada 11 segundos. Quando o golpe veio para aprovar o teto dos gastos com saúde, educação, responsável pela ausência de recursos de manutenção do prédio que teriam evitado a tragédia, foi para que esse recurso fosse destinado ao pagamento dessa dívida. Portanto, essa aliança de Temer, além de demagógica, quer lavar a cara dos principais responsáveis pelo que aconteceu.

Somente com a abolição da PEC do Teto dos gastos para evitar que percamos ainda mais dos nossos museus e arquivos, e com a Petrobras sobre controle dos trabalhadores para que o dinheiro do pré-sal não vá para o lucro dos capitalistas, mas para a saúde, educação, e possamos preservar nossa memória.




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