Mundo Operário

DEPOIS DAS PROMESSAS

Temer negocia aumentar a contribuição sindical em troca da traição das Centrais Sindicais

Rodrigo Tufão

Metroviário, cipista da linha 1 Azul São Paulo

quarta-feira 9 de agosto| Edição do dia

O atual imposto sindical deve chegar ao fim ainda esse ano. A reforma trabalhista aprovada pelo corrupto congresso nacional e sancionada pelo ilegítimo Temer, começa a valer a partir de novembro. Uma alterações dessa reforma, é o fim do imposto sindical, como uma tentativa de diminuir o papel dos sindicatos. Após a traição das centrais, que boicotou a luta dos trabalhadores, o governo está pensando em uma fórmula de compensar o estrago feito no combate à reforma trabalhista, aumentando a contribuição sindical em firmã de MP (medida provisória)

Para arrancar os poucos direitos que os trabalhadores tem com a CLT, o governo Temer e os grandes meios de comunicação, alardearam pelos quatro cantos do Brasil, que a reforma trabalhista acabaria com o imposto sindical. Fizeram de uma forma a abrir um diálogo direto com as Centrais Sindicais que só pensam no seu privilégio garantido por esse imposto (CUT, Força Sindical, UGT, CTB), para que cumprissem o papel desmobilizar e desmoralizar a classe trabalhadora enquanto da CLT eram feitos mil pedaços.

Usaram desse argumento, simplesmente para tentar camuflar o conteúdo reacionário da reforma. Que arranca direitos dos trabalhadores e precariza o trabalho. Um grande ganho para os empresários que pagarão salários menores e ficarão livres para fazer contratados temporários o quanto quiserem.

Agora o governo e as centrais sindicais, que boicotaram a greve geral do dia 30/06, negociam uma nova forma de contribuição sindical, que aumenta o valor pago pelo trabalhador para até 13% de seu salário no ano. Colocam isso com um condicionante de que esse imposto terá que ser aprovado em assembléia por cada categoria. Uma verdadeira ingerência do governo sob a organização dos trabalhadores, como tentativa de abalar os sindicatos.

Como se a maioria dos sindicatos fizessem assembleias democráticas, com suas bases, o que não é realidade em especial quando dirigidas pelas mesmas diretorias, que sentam com Temer para negociar a manutenção de uma contribuição assistencial que sustenta seus cargos burocráticos enquanto traem a nossa luta.

Não atoa essas centrais todas boicotaram a greve geral do dia 30/06 e não chamaram mais nenhuma mobilização depois desse dia. Garantiram a tranquilidade para que o congresso corrupto aprovasse a reforma trabalhista. O direito do trabalhador é colocado pra escanteio, enquanto os benefícios dos burocratas sindicais, são colocados em primeiro plano.

É necessário uma forte mobilização dos trabalhadores para reverter esse quadro. Só parando o país com greves gerais duras e longas, conseguiremos barrar a reforma da previdência que está para ser aprovada e revogar a reforma trabalhista, que passa a valer a partir de novembro.

A burocracia sindical já mostrou que não está preocupada com nossos direitos, mas apenas com seus privilégios. Então é hora de tomar a mobilização em nossas mãos e derrotar essas reformas e esse governo corrupto e ilegítimo.




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