Política

REFORMAS DE TEMER

Temer não pode recuar nas reformas, diz Padilha. Então enfrentará a força dos trabalhadores!

Enquanto Padilha declara que o governo não pode retroceder na negociação da reforma da previdência, preparemos nossa luta pela base, rumo à ocupação de Brasília no dia 24 e a greve geral para derrotar todas as reformas e Temer. Também não podemos retroceder na luta.

sexta-feira 12 de maio| Edição do dia

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta sexta-feira, 12, que o governo já chegou ao limite nas concessões para aprovação da reforma da Previdência. Em entrevista após reunião de balanço de um ano do governo golpista de Michel Temer, no Palácio do Planalto, ele afirmou que o Executivo espera que a proposta seja votada no Congresso Nacional até o fim do primeiro semestre.

"Já chegamos no ponto em que governo federal tinha estabelecido como limite: 75% do que foi mandado para Congresso Nacional. E já chegamos aos 75%. Portanto, da parte do governo, não há disposição para fazer nenhuma outra concessão", declarou Padilha. Enquanto da parte do governo não há disposição para retroceder, por baixo, nos locais de trabalho e estudo se prepara a marcha a Brasília que promete ser um novo passo para construir a greve geral até barrar todas as reformas.

Padilha afirmou que o governo está "avançando muito bem" nos temas que já fez algum tipo de concessão e que as contas para alcançar os 308 votos mínimos necessários para aprovar a reforma no plenário da Câmara "estão bem". As migalhas que o governo trata como negociação não mudam nenhum aspecto das reformas que atingem frontalmente os trabalhadores, descarregando a crise em suas costas. Por isso não é possível depositar esperança nas medidas de pressão parlamentares como aposta a CUT, a ocupação de Brasília no dia 24, se construída pela base através de comitês com milhares de trabalhadores em todo o país pode impor com nossa força muito mais que uma negociação, mas a retirada de todas as reformas.

"Os números são bons. Continuamos trabalhando, conscientizando que a reforma é fundamental. E a reforma da previdência é a pedra de toque para o Brasil nos próximos anos. Ou fazemos a reforma da Previdência, ou então vamos ter de volta a inflação, o juros alto, mais desemprego ainda", disse o ministro continuando a chantagem que toda a mídia vendida reproduz diariamente para enganar os trabalhadores.

Padilha previu que o PMDB poderá aprovar o fechamento de questão a favor da reforma, o que obrigará deputados e senadores do partido a votarem a favor da proposta, sob pena de serem punidos até com expulsão da sigla. "Vi que mais de 50 parlamentares do PMDB na Câmara pediram fechamento de questão. Seguramente a comissão executiva vai analisar o tema e, possivelmente, aprovar", afirmou. Ele disse acreditar que o PSDB, um dos principais aliados do governo, também feche questão.

Não há o que esperar desses parlamentares golpistas, mas com a força da mobilização pela base, exigindo das centrais sindicais uma marcha efetiva em Brasília no dia 24, garantindo milhares de ônibus saindo de todos os cantos do país é possível dar um passo rumo a derrubada das reformas e de Temer.




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